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Transplante de células-tronco no Reino Unido coloca vidas em risco, MPs dizem

Relatório parlamentar aponta que o sistema britânico de transplante de células-tronco não está apto, com baixa participação de doadores britânicos e desigualdades para minorias

The review found that only 24% of stem cell transplants in the UK used a UK donor. Experts say reliance on overseas donors is costly and risks supply chain problems.
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  • O sistema de transplante de células estaminais do Reino Unido é considerado inadequado, com falhas de infraestrutura, planejamento a longo prazo e equidade entre pacientes.
  • Em 2024-2025, apenas 24% dos transplantes utilizaram doadores do Reino Unido, apesar de a expectativa ser de 45% segundo especialistas.
  • Pacientes de minorias étnicas têm apenas 37% de chance de encontrar um doador bem compatível, contra 72% de pacientes brancos de origem europeia.
  • Não existe uma organização única responsável pelas doações de células estaminais, o que atrasa políticas e mudanças no sistema.
  • O governo é recomendado a abrir uma revisão do sistema para corrigir falhas de planejamento, responsabilização e acesso, especialmente para grupos minoritários.

O sistema de transplante de células-tronco do Reino Unido pode colocar em risco a vida de pacientes com câncer do sangue, segundo um relatório parlamentar. O estudo aponta infraestrutura inadequada e planejamento de longo prazo deficiente, afetando especialmente grupos minoritários.

O transplante de células-tronco, conhecido como transplante de medula óssea, usa células de um doador saudável para tratar doenças graves. No Reino Unido, cerca de 4 mil transplantes são realizados por ano.

O relatório, elaborado pelo grupo parlamentar sobre etnia, transplante e transfusão, avalia que o sistema não está adequado aos desafios atuais, sendo pouco resiliente, desigual e incompleto nas necessidades dos pacientes.

Desafios estruturais e desigualdades

Entre as falhas, o estudo aponta que, em 2024-25, apenas 24% dos transplantes foram com doadores do Reino Unido, frente a uma meta de 45% estimada pelo Fórum Estratégico de Células-Tronco do país. Doações internacionais elevam custos e trazem riscos de cadeia de suprimento.

Pessoas de origem étnica minoritária enfrentam grandes desigualdades: a chance de encontrar um doador bem compatível é de 37% para esses pacientes, versus 72% entre pacientes brancos de origem norte-europeia. A falta de um órgão único responsável também atrasa políticas públicas.

A líder do APPG, a deputada Bell Ribeiro-Addy, afirma que o sistema precisa ser resiliente, coordenado e justo, com falhas em responsabilidade, planejamento e equidade visíveis nos achados. A ausência de dados completos sobre transplantes ausentes aumenta a preocupação.

Especialistas apontam que, diferente de doações de sangue ou órgãos, não há uma organização central responsável pelo who, o que dificulta mudanças rápidas. O relatório recomenda uma revisão governamental sobre o sistema.

Recomendações e respostas

A organização Anthony Nolan ressalta que a inequidade de acesso envolve pacientes de minorias étnicas, exigindo ações coordenadas para ampliar registros globais em regiões sub-representadas. O ACLT reforça a necessidade de reduzir desigualdades entre grupos.

Entidades de defesa de pacientes destacam o impacto humano dessas discrepâncias, com consequências graves para famílias. O governo foi acionado para se manifestar sobre o tema.

O Departamento de Saúde e Assistência Social foi contatado para comentar, ainda sem resposta publicada até o momento.

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