- Trump avança com o plano de nomear Bill Pulte como diretor interino de inteligência nacional, gerando reação bipartidária no Congresso.
- Pulte ocupará o cargo a partir de 19 de junho, substituindo Tulsi Gabbard, que deixará o posto em 30 de junho; o presidente diz que ele já trabalha com Gabbard.
- Congressistas alertam que a nomeação pode comprometer o acordo bipartidário para renovar a Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Seção 702), com a validade prestes a expirar.
- Democratas afirmam que a escolha pode prejudicar a renovação da lei de vigilância e criticam a falta de experiência de Pulte em segurança nacional.
- Alguns republicanos defendem a nomeação de um candidato em tempo integral, enquanto a nomeação interina evita o processo de confirmação.
Donald Trump avança com a nomeação de Bill Pulte como chefe interino de Inteligência Nacional, provocando reação bipartidária no Congresso e colocando em risco a renovação da lei de vigilância Fisa, que expira no fim desta semana. A medida ocorreu após reunião com o presidente da Câmara, Mike Johnson, e já gerou preocupação pela falta de experiência de Pulte na área.
Trump afirma que Pulte já atua com a atual chefe interina Tulsi Gabbard e que assumirá o cargo no dia 19 de junho, mantendo a presidência de uma agência federal de hipotecas. Gabbard anunciou a saída para 30 de junho, após serviço militar e atuação em comitês de inteligência.
A oposição teme uso político dos poderes de vigilância para mirar adversários de Trump. Líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, disse que a nomeação pode inviabilizar a renovação de 702 da Fisa, prevista para expirar na sexta-feira, sob o argumento de que Pulte não possui experiência em segurança nacional.
Senadores republicanos pedem uma nomeação em tempo integral para confirmar pelo Senado, avaliando que a escolha interina evitaria o processo de confirmação, mas dificultaria o enquadramento de salvaguardas ao uso das informações coletadas.
O debate sobre a renovação de 702 se relaciona ao uso de dados de estrangeiros que passam por servidores dos EUA e, em parte, envolve comunicações domésticas captadas sem mandado. O tema tem gerado controvérsia entre defesa de liberdades e interesses de segurança nacional.
Como parte do caso, Pulte tem usado seu acesso a informações financeiras para fazer acusações de fraude contra figuras públicas contrárias a Trump, incluindo a procuradora-geral Letitia James, o senador Adam Schiff e uma integrante do conselho do Federal Reserve. Não houve acusações formais resultantes dessas ações.
A resistência à nomeação também envolve críticas à qualificação de Pulte, com ressalvas sobre a necessidade de experiência em segurança nacional. Autores de fiscalizações destacam a importância de salvaguardas e de um titular com histórico adequado para a função.
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