- O PT publicou uma carta aos evangélicos repudiando o uso eleitoral da fé após realizar um encontro com integrantes ligados ao grupo religioso.
- A carta cita comentário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não se deve tirar proveito político de coisa sagrada.
- Lula havia dito que não participaria de eventos religiosos durante o período de eleição e conversou por telefone com o apóstolo Estevam Hernandes, intermediado pelo advogado-geral da União.
- A Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, contou com a presença de nomes da direita, como Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas.
- O PT, em carta, ressalta o valor das igrejas e da sociedade civil, e convoca evangélicos a participar ativamente do debate público, mantendo o respeito e a responsabilidade.
O PT publicou uma carta aos evangélicos repudiando o uso eleitoral da fé após realizar um encontro com integrantes do grupo religioso. A ação ocorreu no contexto de debates sobre religião e política durante o ciclo eleitoral de 2026.
Na carta, o partido afirma que não busca ganho político com a fé e cita uma frase do presidente Lula sobre não tirar proveito político de algo sagrado. O texto reforça o compromisso com o projeto democrático liderado pelo presidente, sem associar a fé à estratégia eleitoral.
Na quinta-feira, Lula informou que não participaria de eventos religiosos durante o período de eleição. A conversa telefônica para comunicar ao organizador da Marcha Para Jesus foi intermediada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que tem atuado junto aos cristãos.
Panorama do encontro
O evento com evangélicos contou com a presença de Janja, primeira-dama, e lideranças do PT, além de deputados e senadores ligados ao partido. Entre os discursos, estavam Edinho Silva, Benedita da Silva e Eliziane Gama, que reiteraram o desejo de fortalecer o diálogo com comunidades religiosas.
A Marcha Para Jesus, realizada na Avenida Paulista, teve a participação de figuras da direita, como Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O contexto gerou comentários sobre a relação entre fé e política no cenário nacional.
Conteúdo da carta aos evangélicos
O documento ressalta a importância das igrejas e de ações solidárias, defendendo valores como justiça, combate à fome e proteção aos vulneráveis. Também aponta a preocupação com a disseminação de notícias falsas e com tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos.
Segundo o PT, a fé deve promover verdade, honestidade e responsabilidade, sem dividir o povo. O texto afirma que governos petistas sempre respeitaram a Igreja Evangélica e reconhecem seu papel na sociedade.
Convite à participação cívica
A carta convoca evangélicos a exercer cidadania e participação democrática, incentivando presença ativa em debates públicos e na formulação de propostas para o país. O PT ressalta a importância de uma fé alinhada à justiça, à democracia e ao bem comum.
Entre na conversa da comunidade