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TCU arquiva representação de Flávio Bolsonaro contra ex-nora de Lula

TCU arquiva representação de Flávio Bolsonaro contra Carla Ariane Trindade por falta de elementos; PF continua apurando fraudes envolvendo a Life Tecnologia Educacional

Carla Ariane Trindade foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira dama Marisa Letícia, adotado por Lula
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  • O Tribunal de Contas da União arquivou a representação de Flávio Bolsonaro que pedia investigação sobre Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula.
  • O acórdão afirma que não havia elementos suficientes para abrir apuração, pois não havia documentação que individualizasse fatos, contratos ou responsabilidades.
  • O caso envolve repasses entre o Ministério da Educação e a Life Tecnologia Educacional, empresa ligada a Carla; a Polícia Federal investiga o tema desde a Operação Coffee Break.
  • A PF aponta que Carla Ariane teria atuado para obter vantagens junto a órgãos públicos, em meio a suspeitas de superfaturamento e desvios em cerca de R$ 70 milhões destinados a três prefeituras do interior de São Paulo.
  • O TCU remeteu documentos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para verificar a conveniência de ação de controle sobre a licitação de Hortolândia, ligada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

O TCU arquivou a representação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula. O pedido pedia a apuração de supostas ilegalidades no repasse de recursos entre o Ministério da Educação e a Life Tecnologia Educacional, ligada a Carla. O caso é objeto de investigação da Polícia Federal.

No acórdão, a Segunda Câmara do TCU entendeu que a representação não trazia elementos suficientes para abrir uma apuração. Segundo os ministros, não havia documentação capaz de individualizar fatos, contratos ou responsabilidades. A decisão destaca que a mera menção de valores elevados não preenche os requisitos de admissibilidade.

O tribunal também informou que consultas a bases oficiais não identificaram licitações, contratos ou pagamentos envolvendo a Life no âmbito federal. A competência do TCU, conforme o acórdão, se restringe à aplicação de recursos federais. Por isso, houve remessa de documentos para o TCE-SP para avaliação de eventual controle sobre o tema.

Investigação da PF

Em novembro, a PF deflagrou a Operação Coffee Break para apurar liberação de recursos do MEC à Life Tecnologia Educacional, suspeita de fraudes. A empresa recebeu cerca de 70 milhões de reais para fornecer kits e livros a três prefeituras do interior de São Paulo. A PF afirma superfaturamento e desvio de recursos para empresas de fachada.

A investigação aponta Carla Ariane como pessoa ligada aos interesses de André Mariano, dono da Life, na obtenção de vantagens junto ao governo federal. Ela foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho adotivo de Lula. À época, Carla não se manifestou sobre o caso. As apurações seguem em andamento.

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