- A líder tory Kemi Badenoch promete eliminar a obrigação de os órgãos públicos considerarem como promover a igualdade (PSED) em seus atos diários.
- A medida visa afastar o desafio do Reform UK, posicionando o Partido Conservador como responsável, porém conectado ao humor populista.
- Badenoch declarou em discurso em Londres que agendas “perigosas e divisivas” são fomentadas pela PSED, que afeta desde a polícia até o Banco da Inglaterra.
- A crítica ocorre no contexto de disputas sobre políticas de identidade e de debates sobre o papel da igualdade nos serviços públicos.
- Em paralelo, a oposição e especialistas alertam sobre consequências da retirada da prática da PSED, que busca coibir discriminação e assédio, segundo a Comissão de Igualdade e Direitos Humanos.
Kemi Badenoch anunciou nesta terça-feira que pretende abolir o duty público de igualdade (PSED), obrigação legal de considerar como promover a igualdade no dia a dia de órgãos públicos. a medida faz parte de sua estratégia para enfrentar o desafio do Reform UK e apresentar o partido como responsável e alinhado com a frustração popular.
A líder conservadora pretende eliminar o PSED, criado para orientar políticas públicas em áreas como raça, gênero, deficiência e religião. a proposta surge no contexto de críticas de Badenoch às chamadas agendas de identidade e a percepções de excesso de burocracia.
Em discurso em Londres, Badenoch afirmou que agendas perigosas são promovidas por meio do PSED, que envolve órgãos desde a Polícia até o Banco da Inglaterra. a posição é parte de uma tentativa de posicionar o Partido Conservador entre o Labour, visto como apoiador de mais burocracia de DEI, e o Reform, que defende a revogação total da Equality Act.
A crítica à atuação do Banco da Inglaterra ganhou destaque após a decisão de substituição de figuras históricas em notas por animais e estruturas naturais. O banco justificou a mudança com base em consulta pública e em prioridades de representação, segundo a instituição.
No debate político, Badenoch também citou o que chamou de políticas de “identidade” como responsáveis por treinamentos de diversidade que, segundo ela, comprometem a eficácia dos serviços públicos. A deputada atua para que as políticas de igualdade se concentrem na aplicação prática da lei, sem ampliação de estruturas administrativas.
O discurso ocorre uma semana após episódios de violência em Southampton e o assassinato do estudante Henry Nowak, que geraram críticas sobre policiamento e justiça. O governo tem reiterado a posição de que não há duas velocidades na aplicação policial.
Grupos e especialistas costumam defender o PSED como ferramenta para combater discriminação e maus-tratos. A Comissão de Igualdade e Direitos Humanos sustenta que o ato visa coibir condutas proibidas, como discriminação e assédio, além de incentivar práticas equitativas no setor público.
A campanha de Badenoch ainda envolve a formação de uma “comissão de cultura e integração” e a revisão da Equality Act. Advogado consultado pela equipe de Badenoch deve apresentar recomendações que embasem a eventual revogação do PSED.
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