- Boca de urna aponta empate técnico entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, com margens próximas na Ipsos e Datum.
- Ipsos aponta 50,7% para Fujimori e 49,3% para Sánchez; Datum projeta 50,53% para Fujimori e 49,47% para Sánchez, ambos dentro da margem de erro de três pontos.
- Observadores dizem que o empate deve-se às diferenças regionais e à contagem rápida, com resultados oficiais esperados apenas em meados de julho.
- O vencedor assumirá no dia 28 de julho, substituindo o presidente interino José María Balcázar, para um mandato de cinco anos.
- Fujimori defende políticas de linha dura e pro-mercado; Sánchez propõe pautas de maior intervenção estatal e reforma constitucional.
O segundo turno das eleições presidenciais no Peru deixou o país em suspense neste domingo, com pesquisas de boca de urna apontando empate técnico entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. As sondagens ainda não refletem o resultado oficial.
Uma leitura inicial aponta Fujimori com vantagem de cerca de 1 ponto percentual sobre Sánchez, conforme Ipsos e Datum. A margem de erro das pesquisas é de aproximadamente três pontos.
Os resultados preliminares foram baseados em amostra de seções eleitorais distribuídas pelo território peruano, com contagens rápidas prometidas para depois. Os números oficiais só devem sair em meados de julho.
Resultados de boca de urna
A diferença entre os candidatos varia conforme a empresa, variando entre 50,7% a 50,53% para Fujimori e 49,3% a 49,47% para Sánchez. Figures com margem de erro de três pontos alimentaram o tom de empate.
Analistas ressaltam que o desempenho regional poderá alterar o quadro conforme chegam votos das zonas serranas e da selva, onde Sánchez tende a ter melhor desempenho. A leitura é de empate técnico, segundo especialistas.
Patricio Navia, cientista político, aponta que a vantagem inicial de Fujimori pode diminuir com a postagem de votos regionais. A aposta mais realista, segundo ele, é uma vitória de Fujimori por margem estreita.
Perfis dos candidatos
Fujimori é líder do Força Popular, figura central da política peruana e filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Suas propostas privilegiam segurança, medidas pró-mercado e repressão a irregularidades, com visão de continuidade de políticas conservadoras.
Sánchez, da esquerda, defende reescrita de parte da constituição pró-mercado e maior intervenção estatal para setores estratégicos. Seu apoio ganhou força entre regiões andinas pobres, com foco em salário mínimo e fomento à agricultura familiar.
A disputa envolve trajetórias distintas para o Peru, que enfrenta instabilidade política recente e uma economia que mostrou resiliência, mas opera com incertezas macroeconômicas. O vencedor assume em 28 de julho para um mandato de cinco anos.
Próximos passos
Balizar as expectativas pela contagem rápida é essencial, diante de um cenário com votos regionais chegando aos poucos. As informações oficiais, ainda pendentes, devem sair apenas na metade do mês de julho.
A pesquisa de opinião não define o resultado. O pleito segue com a contagem oficial, que deverá confirmar o vencedor após a apuração das seções eleitorais de todo o país.
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