- O Congresso da Bolívia aprovou lei que autoriza o presidente Rodrigo Paz a recorrer a militares para desobstruir vias bloqueadas há mais de um mês.
- Camponeses, mineiros, profissionais dos transportes e outros trabalhadores seguem com bloqueios rodoviários em todo o país.
- Paz avalia decretar estado de exceção para ampliar o uso da força militar e restringir liberdades de reunião e mobilização.
- A atuação militar tem sido limitada até o momento; houve confronto com gás lacrimogêneo em San Julián, deixando seis militares e 14 civis feridos.
- Os bloqueios ocorrem em pelo menos oitenta pontos, prejudicando o abastecimento de alimentos, remédios e combustíveis em várias regiões, com críticas ao ex-presidente Evo Morales.
O Congresso da Bolívia aprovou uma lei que autoriza o presidente Rodrigo Paz, de centro-direita, a recorrer a militares para desobstruir vias bloqueadas há mais de um mês. A decisão ocorreu neste domingo, 7, durante sessão que durou 15 horas.
Os bloqueios seguem causados por camponeses, mineiros, profissionais dos transportes e outros trabalhadores. A crise econômica se agrava, com desabastecimento de alimentos, combustíveis e remédios em várias cidades, incluindo La Paz e El Alto.
A Câmara dos Deputados sancionou a lei, enviando-a ao Executivo para fins constitucionais. Paz, no poder há seis meses, avalia declarar estado de exceção para ampliar o uso de forças militares, o que amplia o poder de atuação.
Desdobramentos
Até o momento, a atuação das Forças Armadas permanece restrita, com o emprego de policial de choque em algumas vias e controle de armas ainda limitado. A medida legal visa facilitar a desobstrução de pontos estratégicos do país.
No fim de semana, houve confrontos em San Julián, região de Santa Cruz, com uso de gás lacrimogêneo que deixou seis militares e 14 civis feridos. Bloco de estradas persiste em pelo menos 80 pontos.
Contexto político
Paz tem insistido no diálogo, sem adesão das principais lideranças das manifestações. O governo atribui a responsabilidade pelos protestos a figuras políticas da oposição, incluindo o ex-presidente Evo Morales, que nega as acusações e se mantém afastado.
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