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Aborto legal: novas barreiras para menores vítimas de estupro

Senado aprova decreto legislativo que suspende regulamentação do aborto legal para menores, dificultando atendimento em casos de violência sexual

Brasil registra cerca de mil partos por semana de meninas entre 10 e 19 anos, diz estudo — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • O Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de decreto legislativo que suspende a regulamentação do aborto legal de menores de idade.
  • A medida revoga efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e pode dificultar o acesso nesses casos.
  • A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025 e, portanto, já está em vigor.
  • O texto pode impactar situações previstas em lei, como feto com anencefalia, risco de vida para a gestante e gravidez decorrente de violência sexual.
  • O episódio conta com entrevistas a Olímpio Barbosa de Moraes Filho e Luciana Temer, que analisam o atendimento à jovem paciente e a comparação com legislações estrangeiras.

O plenário do Senado Federal aprovou, em votação de cerca de dois minutos, um projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende a regulamentação do aborto legal para menores de idade. A decisão ocorreu na última terça-feira (2) e tem efeito imediato, conforme já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025.

A proposta revoga parcialmente uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A suspensão pode dificultar o acesso ao aborto legal em situações previstas em lei, como feto com anencefalia, risco de vida para a gestante e gravidez decorrente de violência sexual.

A votação é apresentada como simbólica pelo governo e pela base aliada, sem indicar implementação prática de novas regras. A medida altera o marco regulatório existente, que estabelece direitos e procedimentos para menores nesses casos.

Entre os convidados do podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, estão dois especialistas que discutem o tema. O médico obstetra Olímpio Barbosa de Moraes Filho descreve como funciona o atendimento para meninas com direito ao aborto legal na rede de saúde, incluindo condições físicas e emocionais.

Luciana Temer, advogada e professora, analisa o texto aprovado pelo Congresso e compara a legislação brasileira com a de outros países, destacando impactos potenciais para meninas gestantes e para os serviços de saúde.

Olímpio Barbosa de Moraes Filho é diretor do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) e professor da Universidade de Pernambuco. Luciana Temer atua na Faculdade de Direito da PUC-SP e preside o Instituto Liberta.

O episódio também reúne informações sobre o contexto legal no Brasil, já que a medida é parte de um debate amplo sobre direitos da infância, violência sexual e proteção à saúde das gestantes. A discussão envolve instituições públicas, jurídicas e de defesa dos direitos humanos.

O Assunto é produzido por equipe de jornalistas, com apresentação de Natuza Nery, que conduz as entrevistas com os especialistas citados. A edição busca oferecer uma visão objetiva sobre o impacto da decisão legislativa.

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