- Arab Barghouti, filho do dirigente palestino Marwan Barghouti, concedeu entrevista a El País em Madrid e participa da campanha Free Marwan, pedindo a liberdade do pai.
- Marwan Barghouti, de 66 anos, está preso há 24 anos em Israel, condenado a cinco penas máximas, e é visto por muitos como líder unificador entre palestinos.
- Arab afirma que Israel não quer paz e cita que mais de oitocentos mil palestinos já foram presos nos últimos 58 anos, com um terço em detenção administrativa.
- O filho relata que o pai sofreu novas agressões na prisão em abril e maio, está confinado em solitary por mais de dois anos e meio e já perdeu mais de 10 quilos.
- Sobre o ministro Itamar Ben-Gvir, Arab diz que representa a violência contra a liderança palestina; avalia que a solução para o conflito passa pela liberdade, dignidade e dependência palestinas, sem abrir mão dos direitos do povo.
Arab Barghouti, filho do dirigente palestino Marwan Barghouti, afirma que a paz depende de liberdade e autodeterminação do povo palestino. O entrevistado concedeu a EL PAÍS em Madrid, na véspera de ações rumo à soltura de seu pai.
Em Madrid, Arab participou de encontros com diversos grupos parlamentares, como parte da campanha Free Marwan, destinada a pressionar pela libertação do líder preso. O objetivo é ampliar o apoio internacional.
Barghouti é condenado a cinco penas perpétuas em Israel, em um processo que ele e familiares contestam. O filho sustenta que a pressão internacional continua indispensável para avanços.
A sentença internacional e o papel do líder
Segundo Arab, Israel vê Marwan como impedimento à pacificação regional, por representar um consenso entre várias frentes palestinas. O filho descreve o líder como figura que inspira unidade nacional.
Ainda conforme o relato, Marwan Barghouti é visto por muitos como símbolo da resistência e da defesa do direito do seu povo à autodeterminação, mesmo com a manutenção da prisão há anos.
Arab afirma que, por trás das prisões, há uma estratégia de deslegitimar o direito palestino à defesa e à autonomia. O número citado é de mais de 800 mil palestinos detidos ao longo de 58 anos.
Condições de detenção e incidentes na prisão
O filho relata agressões contra o pai ocorridas nos últimos meses, inclusive nos dias 28 de abril e 12 de maio. A defesa alega que isso evidencia um sistema penitenciário desfuncional e hostil.
A posse de Barghouti é descrita como frágil, com restrições de saúde e confinamento em cela isolada por mais de dois anos e meio. O impacto humano é enfatizado pela família.
Perspectivas políticas e a solução de dois Estados
Para o filho, não resta dúvida de que a paz global depende de responder à questão palestina. A ideia de dois Estados não é vista como suficiente por todos, mas a meta é alcançar liberdade e dignidade.
Barghouti defende que a comunidade internacional deve pressionar Israel ao respeito do direito internacional e à suspensão de políticas consideradas de apartheid. A esperança é pela responsabilização internacional.
Relações internacionais e o papel da União Europeia
Arab destaca a necessidade de engajar a comunidade internacional, incluindo EUA, Reino Unido e UE, para construir pontes e pressionar mudanças. O objetivo é pressionar políticas que afetam palestinos.
O interlocutor comenta sobre acordos entre a UE e Israel, apontando que líderes europeus podem ter responsabilidades na atual dinâmica regional. O foco permanece na proteção de direitos humanos.
Situação atual da Autoridade Palestina
O filho critica a Autoridade Palestina pela falta de eleições regulares e pela incapacidade de defender o povo. Há expectativa por novas votações, como eleições locais, do comitê central do Fatah e do Conselho Nacional Palestino.
Ele enfatiza que eleições livres são cruciais para restaurar legitimidade e promover a unidade entre Gaza, Cisjordânia e Jerusalém. O discurso reforça a busca por soluções democráticas.
Entre na conversa da comunidade