- Jacinta Allan enfrentou três testes nesta semana: o IBAC, as leis de doação e referências de caráter escritas por uma ministra recém-nomeada, Luba Grigorovitch.
- No primeiro, Allan concordou em ampliar poderes do IBAC para seguir o dinheiro em gastos de contratos privados e ampliar a definição de conduta corrupta, facilitando investigações e audiências públicas; alguns deputados do Labor consideraram tarde demais.
- No segundo, após a Suprema Corte derrubar o antigo teto de doações, o governo fechou acordo com Greens e independentes para impor teto de 7.500 dólares por doador em quatro anos, reintroduzir divulgação e ampliar o financiamento público; a oposição chamou a medida de “rigged” e “dirty racket”.
- No terceiro, vieram à tona referências de caráter escritas por Grigorovitch, incluindo para um motorista de táxi acusado de violência; a oposição pediu sua saída do gabinete, mas o governo diz ter resolvido o assunto.
- Com queda de popularidade, manchetes contínuas e crescimento de apoio a rivais, há rumores de mudança de liderança antes da eleição, embora não haja candidato viável claro no momento.
Jacinta Allan enfrenta três testes políticos nesta semana, que colocam em foco sua liderança. O primeiro envolve a proposta de ampliar poderes da Comissão de Integridade de Victoria (Ibac) para seguir o rastro do dinheiro público usado por contratadas privadas, além de ampliar a definição de conduta corrupta. A decisão ocorreu após uma inquérito parlamentar.
Segundo apurou-se, Allan concordou em conceder à Ibac poderes para investigar gastos públicos por subcontratadas e ampliar o conceito de conduta corrupta, facilitando investigações e audiências. A medida, porém, é vista por alguns membros do próprio Partido Trabalhista como tardia e insuficiente.
O segundo teste envolve as leis de doações políticas. Desde que uma seção do Electoral Act foi derrubada pelo Supremo de Victoria, não havia limites nem exigências de divulgação. O atual governo pactuou com Greens e independentes para estabelecer um teto de 7.500 dólares por doador em quatro anos, com regras de transparência e aporte público aumentado.
A oposição criticou o acordo, chamando de injusto e manobra política. Líderes e aliados do Liberal seguiram com acusações de que o projeto beneficia o governo. Mesmo com a aprovação do texto, candidatos independentes já estudam ações legais para contestar as novas regras.
O terceiro desafio envolve revelações sobre Luba Grigorovitch, ministra recém nomeada, que escreveu 33 referências pessoais. Entre elas, referências para pessoas envolvidas em violência e condutas questionáveis. A oposição tenta associar o episódio a uma relação com o ex-líder sindical John Setka, cobrando medidas adicionais.
Na prática, o episódio alimenta denúncias de que a liderança de Allan é marcada por crises recorrentes. Parlamentares do governo afirmam ter tratado o tema internamente, mas a percepção pública favorece a continuidade de debates sobre a relevância de mudanças de governo antes das eleições de novembro.
O clima político em Victoria permanece tenso, com críticas ao desempenho do governo em relação aos custos de vida e à agenda econômica. Pesquisas recentes indicam queda de popularidade de Allan, enquanto a oposição reforça a necessidade de mudanças para recuperar apoio.
Em meio a esse cenário, o governo sustenta que as reformas visam maior transparência e responsabilidade na gestão de recursos públicos. Comerciais de cargos disputados e avanços legislativos são vistos como componentes centrais da agenda para a próxima eleição.
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