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Andy Burnham defende a nacionalização da Thames Water

Andy Burnham afirma que propriedade pública da Thames Water é opção, em meio a dívidas próximas de £20 bilhões e debate sobre possível nacionalização e novas regras

Andy Burnham in glasses and a dark blazer stands outside against colourful graffiti
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  • Andy Burnham, candidato de Makerfield pelo Labour, disse que Thames Water deveria ser nacionalizada e que a propriedade pública é uma opção possível.
  • Ele já pediu maior controle público sobre as concessionárias de água e confirmou que a nacionalização poderia ocorrer.
  • Thames Water é a maior fornecedora da Inglaterra, atendendo cerca de um quarto da população, e acumula cerca de £ 20 bilhões em dívidas.
  • O governo avalia entre colocar a empresa em administração especial ou aceitar acordo com credores que pode perdoar até £ 1 bilhão em multas; caso seja fechado, a empresa ficaria parcialmente controlada pelo investidor Paul Singer.
  • Feargal Sharkey, ex-integrante dos Undertones, tem defendido a nacionalização e criticado a falta de progresso na agenda hídrica.

Andy Burnham aponta a nacionalização de Thames Water como opção caso tenha chance de liderar o Labour. Em entrevista ao Guardian, ele confirmou que a propriedade pública de concessionárias de água pode fazer parte de sua plataforma.

O atual prefeito de Manchester é candidato a Makerfield nas eleições suplementares. Ele já defendia maior controle público sobre as empresas de água e disse que a nacionalização pode entrar na discussão caso seja líder do partido.

Burnham participou de encontros com ativistas do setor hídrico, incluindo Feargal Sharkey, ex-frontman dos Undertones, que defende a nacionalização. A reunião ocorreu enquanto o Labour avalia caminhos para a gestão da água.

Propostas de mudança no setor

Thames Water atende cerca de um quarto da população inglesa. A empresa acumula dívidas elevadas de origem de investidores privados e enfrenta risco de colapso, com decisões governamentais em análise sobre administração temporária ou acordo com credores.

O governo avalia opções: administração especial, ou acordo que poderia perdoar até 1 bilhão de libras em multas pelas poluições. Caso assine, haveria participação de investidores como o bilionário Paul Singer.

Ministros defendem manter o setor fora da esfera da nacionalização, alegando custo elevado. Em vez disso, discutem a criação de um novo regulador para o setor, previsto apenas para 2029, ao fim do mandato do Labour.

Burnham também disse que apoiaria a proibição de bônus para a liderança das companhias, cobrindo CEOs e CFOs, conforme leis atualizadas após falhas ambientais. Sharkey cobra responsabilidade criminal em casos contínuos de despejo de esgoto.

Contexto e reação

Sharkey alerta que, sem ações firmes, o Partido Trabalhista pode perder apoio. Ele citou promessas de 2024 de encerrar o escândalo de esgoto, destacando lentidão e falta de entrega nas propostas de Starmer.

O governo argumenta que nacionalizar implicaria custos significativos e compensações a credores privados. Analistas divergem sobre a necessidade de compensação total, dada a situação financeira da Thames Water e lucros já obtidos.

Burnham reforçou que o interesse público deve prevalecer sobre interesses privados, citando perdas de recursos destinados a infraestrutura ao longo de décadas. Ele sinaliza que propostas de controle público podem fazer parte de seu programa.

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