- A União Europeia assumiu a dianteira no apoio à Ucrânia, compensando a queda de apoio dos EUA com um pacote de empréstimos de 90 bilhões de euros.
- A Ucrânia usa drones de fabricação própria em ataques de média e longa distância para atrapalhar a logística e os centros de comando russos, com planos de produzir mais de 7 milhões de drones neste ano.
- A Rússia continua bombardando cidades ucranianas e enfrenta escassez de interceptores Patriot e problemas de recrutamento, além de casos de corrupção e conscrição.
- O impulso mudou, e a Rússia não consegue mais manter a guerra confinada à Ucrânia; a vitória da Moscou em Red Square foi atenuada pelo cenário atual.
- O ex-presidente Donald Trump pode usar alavancas como retomar ajuda militar, endurecer sanções e acelerar vendas a países da OTAN para promover um acordo de paz que encerre o conflito, com perdas russas estimadas entre 350 mil e 500 mil soldados.
A inflação do conflito entre Rússia e Ucrânia ganhou novo contorno político com a possibilidade de Trump influenciar o desfecho. O texto aponta que a Europa já assume responsabilidade maior e que a guerra se mantém com custos altos para as partes envolvidas. A análise sugere que negociações podem emergir se houver condições de segurança para Kyiv.
Segundo o texto, a Ucrânia substituiu a mobilização de massa por rapidez tecnológica, incluindo uma cadeia de drones e ações de médio e longo alcance para desorganizar a logística russa. A Rússia, por sua vez, sofre perdas constantes e tem dificuldade para recompor tropas treinadas, apesar de manter pressão sobre cidades ucranianas.
A reportagem destaca que a Europa compensou a retração do apoio americano, com fundos e empréstimos de larga escala para Kyiv. A União Europeia pretende liberar um pacote de 90 bilhões de euros, após a resistência de algumas lideranças nacionais, como a de Viktor Orbán, ter sido superada.
O texto aponta que, em termos estratégicos, Trump pode explorar ferramentas incomuns para obter ganhos diplomáticos. A ideia central é reativar ajuda militar aos aliados, endurecer sanções sobre o petróleo russo e facilitar a transferência de armas para a defesa de Kyiv, com abertura para um acordo de paz.
Paralelamente, a análise cita números de perdas russas e a queda de popularidade de Putin no próprio país. Estima-se que milhares de combatentes tenham morrido e que a opinião pública russa esteja menos favorável ao conflito, o que pode influenciar as negociações.
Papel de Trump
De acordo com a avaliação, a vantagem de Trump reside em seu poder de barganha frente a Putin, dados seus vínculos históricos com Moscou e a percepção de ceticismo em relação a Kyiv. A proposta diplomática parlamentar pode incluir garantias de segurança e delimitar novas fronteiras defensáveis para a Ucrânia.
Desdobramentos possíveis
A análise aponta que um acordo realista exigiria concessões territoriais compatíveis com a defesa de Kyiv no longo prazo. O objetivo seria manter a Ucrânia como país soberano, alinhado à ordem ocidental, sem reintroduzir condições que comprometam sua autonomia.
Este material foi originalmente publicado no Washington Post e reproduzido como parte do repasse de obras de Fareed Zakaria. Credita-se as fontes sem retornar links, mantendo a forma informativa e neutra do texto.
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