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Governo colombiano retira proposta de assembleia constituinte após derrota

Governo retira proposta de assembleia nacional constituinte após derrota eleitoral, sinalizando recuo de Petro frente aos bloqueios do Congresso às reformas sociais e anticorrupção

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Foto: Juan Pablo Pino/AFP
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  • O governo colombiano retirou nesta quinta-feira (4) a proposta de promover uma assembleia nacional constituinte para incluir reformas sociais e anticorrupção na Carta Magna.
  • A decisão ocorreu após a derrota da esquerda no primeiro turno das eleições presidenciais.
  • O presidente Gustavo Petro afirmou, em rede social, que a “decisão eleitoral” não permite convocar a constituinte.
  • A proposta buscava contornar bloqueios do Congresso às reformas, mas recebeu forte críticas da oposição, que viu intento de modificar a Constituição para favorecer possível reeleição.
  • No cenário eleitoral, o afilhado de Petro, Iván Cepeda, ficou próximo de terminar atrás do candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella no primeiro turno; ambos disputam o segundo turno no dia 21 de junho.

O governo colombiano retirou nesta quinta-feira 4 a proposta de promover uma assembleia nacional constituinte para alterar a Carta Magna, centrada em reformas sociais e anticorrupção. A decisão ocorreu após a derrota da esquerda no primeiro turno.

Gustavo Petro, presidente na época, defendia a constituinte para evitar bloqueios do Congresso às suas reformas. A medida recebeu críticas da oposição, que temia alterações constitucionais para favorecer a reeleição.

A decisão foi anunciada em meio ao contexto da campanha presidencial, em que o afilhado político de Petro, o senador Iván Cepeda, ficou perto de ficar atrás do candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella no pleito.

Segundo pesquisas, De la Espriella lidera as intenções de voto no segundo turno, marcado para 21 de junho. Cepeda e De la Espriella disputarão a sucessão, com o segundo turno previsto para o mesmo mês.

Contexto político

A retirada da proposta ocorre após o resultado eleitoral desfavorável à ideia de convocar uma assembleia constituinte, tema central da agenda de Petro, que buscava mudanças estruturais na política colombiana.

A medida também reflete a leitura do governo sobre o ambiente parlamentar e o apoio necessário para aprovar reformas. Não houve, até o momento, confirmação de novas iniciativas sobre o tema.

O governo não informou planos imediatos para novas propostas constitucionais, mantendo o foco em other reformas e na normalização do calendário eleitoral, com o segundo turno já em disputa.

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