- Parlamentares do PT, PSOL e Rede enviaram ao STF novos pedidos de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro após a viagem aos Estados Unidos, direcionados ao ministro Alexandre de Moraes.
- As petições utilizam a mesma estratégia jurídica aplicada anteriormente contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Entre as acusações estão a suposta tentativa de interferência no Brasil por meio de autoridades estrangeiras, incluindo a articulação para classificar facções criminosas como terroristas nos EUA e influenciar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
- O ministro Moraes encaminhou as petições ao procurador-geral da República, Paulo Gonet; a PGR vai decidir entre abrir inquérito ou arquivar os pedidos.
- A esquerda também busca vincular Flávio ao inquérito que já investiga o irmão Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, relacionado a pressões sobre o governo americano para sancionar ministros do STF.
Parlamentares do PT, PSOL e Rede encaminharam novos pedidos de investigação ao STF contra o senador Flávio Bolsonaro, após sua viagem aos EUA. Os documentos foram endereçados ao ministro Alexandre de Moraes, seguindo a mesma linha jurídica aplicada em casos anteriores envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os autores das novas ações apontam suposta tentativa de interferência de Flávio no Estado brasileiro por meio de autoridades estrangeiras. Entre as acusações estão a articulação para classificar facções criminosas como terroristas nos EUA e a suposta influência na proposta americana de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Alexandre de Moraes encaminhou as petições ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A partir disso, cabe à PGR analisar as suspeitas e decidir se recomenda a abertura formal de um inquérito ou o arquivamento.
Contexto em relação a Eduardo Bolsonaro
A estratégia da esquerda busca incluir Flávio em um inquérito que já investiga Eduardo Bolsonaro por suposta coação durante o curso do processo. Eduardo é acusado de pressionar o governo americano a sancionar ministros do STF, sob a Lei Magnitsky, para influenciar julgamentos no Brasil.
Defesa de Flávio e manifestações
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e sustenta que novas tarifas decorrem da postura do presidente Lula. Ele afirma ter pedido a Donald Trump para não taxar empresas brasileiras e planeja apresentar ações contra Lula por suposta ameaça e incitação ao crime.
Posição da defesa de Eduardo
A Defensoria Pública da União, que representa Eduardo, argumenta que as denúncias são nulas por parcialidade do ministro Moraes. Alega ainda que as falas dos parlamentares estariam protegidas pela imunidade diplomática e pela liberdade de expressão, não configurando coação.
Conteúdo produzido com informações apuradas pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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