- As eleições na Etiópia ocorrem enquanto há rifts políticos em Tigray e outras regiões; votação suspensa em dezenas de distritos e nenhuma votação ocorreu em Tigray.
- Em Amhara e Oromia houve violência, com ataques armados que deixaram dezenas de civis mortos e atrasaram o pleito em partes dessas áreas.
- O Partido Prosperidade, liderado por Abiy Ahmed, é esperado vencer com folga, já que os oponentes estão fragmentados e com menos recursos.
- A repressão a liberdades e a contenção de imprensa geram críticas sobre retrocesso democrático no país, segundo organizações de direitos humanos.
- Os resultados finais estão previstos para 11 de junho.
Eleições na Etiópia ocorreram na segunda-feira, com a expectativa de confirmar o mandato de cinco anos do primeiro-ministro Abiy Ahmed. A votação não ocorreu integralmente em várias áreas, principalmente em Tigray, Amhara e Oromia, por disputas e violência.
O processo ficou suspenso ou cancelado em dezenas de distritos devido a condições consideradas desfavoráveis e distúrbios. Em Tigray, a região que viveu um conflito recente, não houve votação. O território enfrenta deslocamentos internos e novos combates entre forças federais e o FPLT.
Em Amhara, o grupo Fano promoveu violência que interrompeu parte do pleito, enquanto em Oromia houve ataques armados na região leste, causando dezenas de mortes civis, segundo relatos locais. A votação nesses trechos foi interrompida ou dificultada.
O Partido Prosperidade, de Abiy, é visto como favorito, tendo conquistado a maioria no pleito anterior. A legenda aposta em crescimento econômico e reformas, como liberalização cambial, além de exportações recordes de ouro e café. Resultados finais são esperados para 11 de junho.
Apesar da vantagem eleitoral, a Etiópia enfrenta fragilidades políticas e tensões regionais. O acordo de Pretoria de 2022, que encerrou a guerra de Tigray, está sob pressão, com disputas sobre o controle regional e funcionamento institucional.
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