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Lula diz a ministros não aceitarem taxas dos EUA; ‘vende para quem quiser’

Lula orienta ministros a não aceitar sobretaxação dos EUA, busca de mercados alternativos e cobrança de resposta de Trump

O presidente Lula fala em reunião ministerial
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  • O presidente Lula pediu aos ministros que não aceitassem o tratamento dos Estados Unidos e que procurassem alternativas no mercado internacional.
  • As sobretaxas dos EUA podem chegar a 37,5% para alguns produtos brasileiros, com o governo citando práticas comerciais irrazoáveis; o Pix é mencionado no relatório da Casa Branca.
  • Lula disse que cobrará uma resposta de Donald Trump e encaminhará outra carta para mostrar que os EUA estão errados; confirmou que vai à cúpula do G seven, em Évian-les-Bains, entre 15 e 17 de junho.
  • O governo afirmou que o principal incômodo é o timing da proposta, anunciada após o encontro com Trump na Casa Branca e promessa de grupo de trabalho que não avançou.
  • Pela primeira vez, Lula admitiu surpresa com o rumo das negociações; os EUA ainda sugeriram taxação extra de 12,5% por importações de mercadorias feitas com trabalho forçado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou hoje os ministros a não aceitarem o tratamento imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, defendendo que o país busque alternativas no mercado internacional. A orientação ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto.

Lula afirmou que o Brasil não deve ficar preso às propostas norte-americanas e que, se Trump não quiser comprar, o Brasil venderá para quem quiser comprar. O tom foi de preparo para diversificar relações comerciais e reduzir dependência de um único mercado.

As sobretaxas impostas pelos EUA podem chegar a 37,5% para determinados produtos brasileiros. O governo brasileiro aponta o Pix como foco principal, citado repetidamente no relatório do USTR, que embasou a nova tarifa.

O presidente ressaltou que cobrará uma resposta de Trump sobre os anúncios e criticou o tratamento recebido, destacando que não há razão para ser induzida violência desnecessária no comércio global. A comunicação envolve continuação de cobrança em aberto.

Lula afirmou que vai encaminhar uma nova carta ao presidente americano para esclarecer o posicionamento brasileiro e reafirmar que houve erro na abordagem. A ideia é manter o diálogo sem abrir mão de interesses nacionais.

O chefe do Executivo informou que decidiu participar da cúpula do G7, prevista para ocorrer em Évian-les-Bains, na França, entre 15 e 17 de junho. O Brasil participa como convidado, e o encontro ocorre em meio a tensões comerciais.

O principal incômodo do governo brasileiro é o timing da proposta de taxação, anunciada mais de um mês após a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, quando foi prometido um grupo bilateral de trabalho para resolver entraves em 30 dias. Até agora, houve apenas uma reunião adicional.

Também foi divulgada uma proposta de taxação extra de 12,5% para importações de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O relatório destaca que a importação desse tipo de produto não é proibida legalmente no mercado doméstico, mas há críticas à fiscalização.

Esta é a primeira reunião ministerial com o novo time de ministros. O presidente afirmou que a mudança de discurso não tem relação com medo e que todos devem seguir com tranquilidade as estratégias de governo.

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