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Agência de Energia Atômica aponta maior risco nuclear no Irã hoje

O Organismo Internacional de Energia Atômica alerta que o urânio fora do radar iraniano eleva o risco de proliferação, mesmo diante de avanços diplomáticos incertos

Vista satelital del complejo nuclear de Natanz (Irán).
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  • A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alerta que o risco de Irã desenvolver armas nucleares hoje é maior do que antes dos ataques de EUA e Israel há um ano.
  • O grande inventário de urânio iraniano está próximo do nível necessário para uma bomba e, antes, era inspecionado semanalmente; agora não está mais sob esse escrutínio.
  • O relatório aponta novos dilemas de proliferação decorrentes da guerra, destacando que quanto mais tempo o material fica fora do radar, maiores são os riscos de desvio para usos não pacíficos.
  • As inspeções caíram desde junho do ano passado e não houve retorno dos verificados a Fordow, Isfahan e Natanz; o país possui 441 quilos de urânio altamente enriquecido e 8.600 quilos em estágio anterior de enriquecimento.
  • O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que os EUA não envolveram a agência nas últimas negociações para encerrar a guerra e que qualquer acordo não verificável pode levar a um mau acordo; a próxima reunião do conselho da agência está marcada para 8 de junho, em Viena.

A agência internacional de energia atômica (OIEA) alerta para riscos maiores de proliferação nuclear envolvendo Irã, em meio a dados recém-divulgados. Segundo especialistas ocidentais, o material de urânio de Teerã está mais próximo do nível que permitiria a fabricação de uma arma do que antes da escalada militar iniciada há cerca de um ano.

O relatório indica que o grande inventário iraniano de urânio, hoje perto do grau de enriquecimento necessário para uso bélico, não está mais sob inspeção semanal do OIEA. A mudança ocorreu após ataques de EUA e Israel e após o início de uma guerra de 12 dias no mês passado.

O documento, de 119 páginas, circulado entre países membros, aponta que o órgão não pode tirar conclusões sobre o material. Mesmo assim, ressalta preocupação com a possível desvio do urânio para usos não pacíficos, dada a ausência de verificação completa.

Achefia do OIEA, Rafael Grossi, afirmou que as inspeções foram significativamente reduzidas desde junho do ano passado. Locais como Fordow, Isfahã e Natanz permanecem sem a visita de inspetores, com o material de alto enriquecimento estimado em 441 quilos e 8,6 mil quilos em etapas anteriores.

Contexto e próximos passos

O relatório destaca que, mesmo com um cessar-fogo estável, chegar a um acordo nuclear duradouro envolvendo Irã é complexo e demorado. A diplomacia enfrenta obstáculos para normalizar fluxos energéticos na região do estreito de Ormuz.

Fontes diplomáticas mencionam que Washington não integrou a OIEA nas últimas negociações para encerrar o conflito, o que aumenta as preocupações com a verificação. Grossi afirmou que a participação da agência é essencial para acordos verificáveis.

Occiência global se concentra em uma reunião da diretoria da OIEA agendada para a próxima segunda-feira em Viena. A tensão aumenta diante da possibilidade de novos desdobramentos no programa nuclear iraniano e das consequências para o uso pacífico do urânio no mundo.

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