- Documentos vitais ficaram de fora de uma liberação de 1,5 mil páginas sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, a pedido da polícia metropolitana.
- Entre os itens retidos está um resumo do processo de checagem de antecedentes, que recomendou não conceder a autorização de segurança a Mandelson.
- As autoridades apontaram que não puderam indicar quando a polícia considerou relevante esse resumo de checagem.
- Faltam also detalhamentos sobre “mitigações” de segurança que deveriam ter sido adotadas para enfrentar riscos identificados, conforme relatado por oficiais de checagem.
- As informações em falta incluem ligações de Mandelson com figuras conhecidas, como o ministro das Finanças da China, o oligárquico russo Oleg Deripaska e um general de inteligência israelense, além de ausências de um memorando interno e de declarações de interesse.
Os deputados britânicos questionaram, no parlamento, a divulgação de parte de um lote de 1.500 páginas sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington. A nova liberação ocorreu na segunda-feira, mas documentos considerados cruciais foram retidos a pedido da polícia metropolitana.
Entre os itens mantidos estão um resumo do processo de avaliação de segurança, que indicou recomendações para não conceder a autorização de segurança a Mandelson. Os parlamentares não souberam esclarecer quando a polícia determinou a necessidade de manter o resumo em sigilo.
Os parlamentares destacaram que o material retido também inclui anexos e documentos que detalhariam mitigação de riscos identificados durante a avaliação. A polícia afirma que a divulgação poderia atrapalhar uma investigação em curso.
A discussão no parlamento revelou surpresa com a ausência de registros sobre as medidas de mitigação para enfrentar os riscos levantados. Relatórios indicam que a decisão de aprovar Mandelson pode ter sido influenciada por decisões do Ministério das Relações Exteriores.
Fontes afirmam à imprensa que o resumo de avaliação trazia preocupações ligadas a ligações de Mandelson com figuras estrangeiras de destaque, incluindo um ministro de finanças chinês, um oligarca russo sancionado e um general de inteligência israelense. As informações permanecem não confirmadas oficialmente pelo governo.
A presidente da comissão externa da Câmara dos Comuns enfatizou que faltam registros que expliquem as medidas de mitigação. Ela sugeriu que houve delegação de poder em decisões que deveriam ter sido acompanhadas de perto pelo primeiro-ministro.
Alguns deputados destacaram a ausência do formulário de declaração de interesses de Mandelson, que também ficou fora do material divulgado. A polícia mantém esse documento sob sigilo, juntamente a fotos, vídeos e registros anexos a e-mails oficiais.
O governo afirmou que cumpriu, em sua totalidade, uma moção parlamentar que determinava a liberação de todos os papéis relevantes à nomeação. A defesa do governo afirmou que o processo seguiu procedimentos oficiais, respeitando padrões de proteção de dados.
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