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Governo Albanese admite cancelamento ilegal de pagamentos do Centrelink

Governo admite que falha no sistema automatizado levou ao cancelamento ilegal de cerca de 300 mil pagamentos do Centrelink

The number of illegal Centrelink cancellations was in ‘the vicinity’ of 300,000, said representatives for the Department of Employment and Workplace Relations.
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  • O governo australiano reconheceu, em depoimento ao comitê, que centenas de milhares de pagamentos do Centrelink foram cancelados ilegalmente por falha no sistema automatizado do esquema de obrigações mútuas.
  • A estimativa fica em torno de 300 mil cancelamentos ilegais, segundo o Departamento de Emprego e Relações de Trabalho; estudo anterior apontava 310 mil entre 2020 e 2024.
  • Os cancelamentos ocorreram sem tempo suficiente para reconectar ao serviço de um fornecedor após faltar a uma atividade obrigatória, em prazo anterior a 28 dias.
  • Entre janeiro e março, houve 299.305 avisos de suspensão de benefícios, uma média de pouco mais de 3.300 por dia.
  • O governo anunciou revisão do sistema de serviços de emprego, com o modelo sendo dividido em três fluxos conforme o nível de habilidade e prontidão para o trabalho.

O governo australiano confirmou que centenas de milhares de pagamentos do Centrelink foram cancelados de forma ilegal devido a uma falha no sistema automatizado que gerencia as obrigações mútuas. A informação foi apresentada durante uma audiência do Senado sobre estimativas orçamentárias, nesta semana. A undisclosed cifra aponta que o número de cancelamentos ilegais está na casa de centenas de milhares.

Representantes do Departamento de Emprego e Relações Trabalhistas (DEWR) disseram que a estimativa aponta um intervalo na vizinhança de 300 mil casos. A análise pública anterior, realizada pela Economic Justice Australia, indicou 310 mil pagamentos cancelados entre 2020 e 2024. O DEWR já havia admitido, anteriormente, apenas 9.510 cancelamentos ilícitos.

A investigação aponta que muitos cancelamentos ocorreram antes do prazo de 28 dias após a ausência de participação em atividades obrigatórias. Além disso, a maior parte das suspensões ocorreu sem que houvesse verificação adequada das causas da não participação. Entre janeiro e março, foram emitidos 299.305 avisos de suspensão de benefícios.

O débito de dados público, segundo a avaliadora Bronwyn Field, mostra que uma parte relevante dos cancelamentos se refere a pessoas que já encontraram emprego e, por esse motivo, perderam a elegibilidade. Field ressalta que o conjunto de casos ainda envolve complexidade, incluindo situações em que o beneficiário não precisava reconectar-se a um provedor de emprego.

Economy Justice Australia (EJA) mantém que cerca de 20% das pessoas afetadas poderiam ter direito a algum tipo de remediação. A organização afirmou que, desde o início, tem monitorado a situação e cobrado transparência sobre o uso de sistemas automatizados e as decisões de suspensão.

Reforma do sistema de serviços de emprego

Entre as ações anunciadas pelo governo, a gestão do sistema de serviços de emprego passa por uma reformulação, com o modelo dividido em três fluxos conforme o perfil do trabalhador. A medida busca tornar as regras mais claras e reduzir falhas administrativas que levaram aos cancelamentos indevidos.

A ministra do Trabalho, Amanda Rishworth, apresentou o redesenho do modelo como parte de um esforço maior para tornar o serviço mais eficiente. O objetivo é evitar que atrasos ou falhas técnicas resultem em interrupções de pagamento para beneficiários em situação de vulnerabilidade.

O setor de assistência social observa que as mudanças precisam acompanhar mecanismos de supervisão mais robustos e maior transparência. Entidades de defesa social apontam para a necessidade de salvaguardas contra decisões automatizadas que possam penalizar pessoas que ainda estão buscando emprego.

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