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Cuba rebate EUA; empresas cubanas criadas para enfrentar o bloqueio

Cuba rebate acusações dos EUA sobre corrupção em empresas estatais, afirmando que a Gaesa foi criada para enfrentar o bloqueio e sustentar a economia

Cuba's First Vice-President Miguel Diaz-Canel (C) takes part in a session of the National Assembly in Havana, Cuba, April 18, 2018. REUTERS/Alexandre Meneghini
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  • O governo de Cuba rebateu as acusações dos EUA de corrupção em empresas estatais, afirmando que a GAesa foi criada para enfrentar a guerra econômica promovida por Washington.
  • Em comunicado, Havana diz que o objetivo da GAesa é reunir empresas que gerem divisas e recursos para manter conquistas sociais e desenvolver áreas da economia.
  • A nota cita obras da GAesa, como construção de mais de dez mil residências, investimentos em educação infantil, construção da termelétrica de Holguín, obras hidráulicas e transposições de água que beneficiaram milhões.
  • O governo afirma que a GAesa não é estrutura opaca, e sim resposta eficaz ao bloqueio econômico, buscando impedir que o país seja isolado diplomática, comercial, financeira e energeticamente.
  • O contexto envolve pressão dos EUA, com cortes de petróleo e maior sanção a Cuba; a canadense Sherritt International desligou atividades no país após nova ordem executiva norte-americana.

O governo cubano rebateu as acusações dos EUA de que dirigentes da ilha teriam usado empresas estatais para enriquecer. Em nota oficial, Havana afirmou que o Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi criado para enfrentar a guerra econômica de Washington contra Cuba. O objetivo é reunir ativos que gerem divisas e recursos para manter conquistas sociais.

A nota destaca serviços do Gaesa, como construção de mais de 10 mil moradias, investimentos em educação infantil e obras de infraestrutura. Segundo o governo, essas ações sustentaram a economia cubana durante a Covid-19 e contribuíram para obras hidrelétricas e de água.

Resposta do governo cubano

O comunicado afirma que o Gaesa não é uma estrutura opaca nem paralela ao Estado, mas uma resposta articulada contra o bloqueio econômico. Havana sustenta que as acusações visam confundir o povo e a opinião pública internacional.

A nota também cita o objetivo de isolar o país e minar sua sustentabilidade, além de condicionar o diálogo com potências estrangeiras. O governo denuncia uma tentativa de criar uma narrativa de descrédito contra instituições que sustentam o projeto social.

Contexto internacional

O governo de Miguel Díaz-Canel reage em meio a pressões dos EUA, que mantêm sanções e reduzem o fornecimento de petróleo ao país. A Casa Branca já adotou novas medidas que afetam empresas ligadas à Cuba, como a canadense Sherritt International, que encerrou atividades no país.

Contribuições de especialistas

A historiadora Caridade Massón Sena, ligada à UFB, afirmou que as acusações são usadas para justificar o enfraquecimento do regime. Ela sustenta que não há provas apresentadas sobre irregularidades no turismo ou na gestão do Gaesa.

Bloqueio e impactos na vida cotidiana

O bloqueio econômico tem agravado a crise, com interrupções no abastecimento de petróleo e aumento de tarifas. Moradores de Havana comentam que este é um dos momentos mais desafiadores para a população, com impactos no transporte e na cesta básica.

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