- O presidente de Camarões, Paul Biya, de 93 anos, pode criar o cargo de vice-presidente, reintroduzido em abril pela Câmara.
- O vice seria nomeado pelo presidente, em vez de eleito; em caso de morte ou incapacidade, o vice assume o poder até o fim do mandato de sete anos.
- Entre os nomes cotados estão Franck Biya, filho do presidente, e Franck Hertz, filho da atual primeira-dama, com o cargo considerado provável para um deles.
- A oposição acusa o movimento de abrir caminho para uma dinastia familiar e “apoderamento institucional” do poder.
- O governo e a política camaronense enfrentam impasse, com crises regionais e disputas internas que alimentam especulações sobre quem realmente controla o poder.
Cameroon aprovou em abril uma mudança constitucional que reintroduz o cargo de vice-presidente, a ser indicado pelo presidente. A medida busca preencher a lacuna de liderança diante de eventual ausência ou incapacidade do chefe de Estado.
O presidente Paul Biya, hoje com 93 anos, é alvo de especulações sobre quem poderá sucedê-lo. Entre os nomes cotados estão Franck Biya, filho dele, e Franck Hertz, filho da primeira-dama Chantal Biya. Outros nomes aparecem nos bastidores.
O cargo, previamente extinto em 1972, estabelece que o vice assume o poder por até o fim do mandato de sete anos, caso o presidente morra ou não possa governar. A nomeação cabe ao presidente em exercício.
Entre os possíveis candidatos também aparecem figuras como Ferdinand Ngoh Ngoh, secretário-geral da presidência, e Paul Atanga Nji, ministro da Administração Territorial. O ministro da Fazenda, Louis-Paul Motazé, também é visto como opção.
Críticos afirmam que a mudança pode sinalizar uma estratégia para consolidar uma dinastia familiar. Oposição descreve a alteração como um movimento para ampliar prerrogativas do atual grupo dirigente.
Nas últimas décadas, Camarões enfrenta tensões políticas, econômicas e conflitos regionais. A instabilidade interna persiste, com debates sobre o equilíbrio entre poder central e governança regional.
Aguarda-se a formação de um novo governo, prometida pelo presidente, mas sem prazo definido. Parlamentares adiamentos e disputas entre assessores alimentam a percepção de impasse na condução administrativa.
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