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CPI das Bets: sertanejo teria ligado para influenciadora, aponta Piauí

Revista revela tentativa de Leonardo de pedir tratamento brando a Virgínia Fonseca na CPI das Bets; habeas corpus assegura direito de ficar calada durante perguntas

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  • A CPI das Bets completa mais de um ano sem novidades; reportagem da revista Piauí revela bastidores da preparação de Virgínia Fonseca para o depoimento.
  • Leonardo teria ligado para o senador Jorge Kajuru pedindo que parlamentares “pegassem leve” com Virgínia.
  • A relatora à época, senadora Soraya Thronicke, disse ter ouvido sobre a intenção de Leonardo, mas afastou a ideia de conversar com ele.
  • Virgínia recebia “cachê da desgraça alheia”: 30% de comissão sobre tudo o que os seguidores perdiam na Esportes da Sorte; ela disse ter ganho fixo em contrato de dezoito meses.
  • Houve habeas corpus apresentado por Gilmar Mendes para assegurá-la no Senado; após o depoimento, ela reteve publicações relacionadas a jogos, mas seguiu como garota-propaganda de plataformas de apostas.

Virgínia Fonseca, Zé Felipe e Leonardo estão no centro de novas informações sobre a CPI das Bets. A reportagem publicada pela revista Piauí, no perfil “A tigresa dos algoritmos”, afirma que o cantor teria tentado intervir em favor da nora durante a avaliação no Senado, há mais de um ano. A notícia revisita os bastidores da sessão e o clima nos corredores da comissão.

Segundo a matéria, Leonardo ligou para o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) pedindo que os parlamentares “pegassem leve” com Virgínia. A revelação também aponta que o convite para a relatora da época, Senadora Soraya Thronicke, foi rejeitado de imediato por ela, que afirmou não ter atendido ao contato. A imprensa destaca que a postura de Virgínia, diante das câmeras, contrastou com o clima tenso nos bastidores.

Contexto da depoimento e impacto dos bastidores

A CPI apurava o impacto das apostas online no bolso do brasileiro e o papel de influenciadores nesse ecossistema. Dias antes do depoimento, o jornal Folha de S. Paulo revelou detalhes do contrato de Virgínia com a Esportes da Sorte, incluindo a cobrança de comissões associadas às perdas dos seguidores.

Virgínia negou, na ocasião, que recebesse ganhos vinculados a perdas alheias, dizendo ter ganho fixo de publicidade por 18 meses. A assessoria jurídica acompanhou a defesa para evitar consequências jurídicas que pudessem surgir de perguntas sobre lucros indiretos.

Clima jurídico e desdobramentos

A reportagem aponta também que a equipe da influenciadora adotou cautela during a sessão, com a decisão judicial de conceder habeas corpus pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, assegurando o direito de ficar em silêncio caso surgissem perguntas potencialmente incriminatórias.

Em paralelo, Virgínia deslocou o conteúdo de redes sociais, removendo publicações associadas a jogos de cassino e apostas online. A medida teve impacto visível, mas o envolvimento com marcas de apostas permaneceu segundo a matéria, que cita acordos de publicidade vigentes.

Repercussões e investigações futuras

A matéria da Piauí vincula os fatos aos desdobramentos da Operação e às investigações da Polícia Federal sobre as atividades da empresária, ampliando o escrutínio sobre a relação entre influenciadores e plataformas de apostas. O texto cita que novas informações devem continuar alimentando debates sobre transparência e responsabilidade nesse setor.

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