- A Casa Branca designou Daniel Perez como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil; a confirmação pelo Senado americano é necessária antes de ele exercer o cargo.
- Perez tem 38 anos, é deputado pela Flórida e integra o Partido Republicano; é filho de imigrantes cubanos e nasceu em Nova York.
- Atualmente, ele comanda a Câmara da Flórida desde 2024; no ano passado chegou a ser apontado como possível procurador-geral do estado.
- A indicação ocorre em meio a um cenário de tensões entre Washington e Brasília, com Trump adotando tarifas a produtos brasileiros e, mais tarde, abrindo caminho para sanções em outras frentes.
- O corpo diplomático em Brasília está sob o encarregado de negócios Gabriel Escobar; Natasha Franceschi deve substituí-lo a partir de julho.
A Casa Branca designou Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil. A nomeação, anunciada nesta segunda-feira, depende ainda da aprovação do Senado americano para que possa tomar posse. A vaga ficou aberta desde o fim da gestão de Joe Biden.
Atualmente, o embaixador em Brasília é o encarregado de negócios Gabriel Escobar. Na prática, ele comanda a missão enquanto o Senado não valida o escolhido. A confirmação é condição essencial para o exercício pleno da função.
Daniel Perez tem 38 anos, é deputado pela Flórida e pertence ao Partido Republicano, o mesmo de Donald Trump. Nascido em Nova York, é filho de imigrantes cubanos e foi criado na Flórida a partir de 1993. Em redes sociais, associa-se ao movimento MAGA.
Perez chegou a liderar a Câmara da Flórida em 2024 e, no ano passado, foi cogitado como candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas optou por permanecer na presidência da Assembleia. A indicação ocorre em meio a atritos entre o ex-presidente Trump e o governador da Flórida, Ron DeSantis.
Se confirmado, o embaixador enfrentará um dos momentos mais delicados da relação bilateral. Trump manteve tarifas sobre produtos brasileiros e impôs sanções a membros do STF, medidas que foram revertidas posteriormente. Na última quinta-feira, o governo americano classificou facções brasileiras como terroristas, abrindo espaço para sanções futuras.
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