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Política de identidade tóxica separa comunidades, diz ex-líder de Oldham

Shah afirma que política de identidade agrava a divisão em Oldham, 25 anos após distúrbios, alimentando desinformação e impasse político

Arooj Shah: ‘The politics in Oldham are toxic – because there’s a Muslim council leader and some people don’t accept that.’
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  • A ex-líder da prefeitura de Oldham, Arooj Shah, afirma que a política de identidade está destroçando comunidades, em meio ao 25º aniversário de distúrbios raciais no norte da Inglaterra.
  • Ela deixou o cargo em maio e teme paralisação política em Oldham devido à fragmentação de votos entre o Labour, o Reform UK e independentes pró-Gaza; o conselho segue sem liderança estável.
  • Alegações não comprovadas de que o Labour encobriu um escândalo de gangues de grooming teriam contaminado a política local, alimentando abusos racistas e misóginos; uma revisão concluiu não haver evidências de encobrimento.
  • Shah relata abusos graves, incluindo mensagens de ódio e ameaças, e hoje depende de segurança do Home Office para participar de eventos; precisa de portas resistentes a ataques no gabinete e na residência.
  • Oldham aposta em um grande programa de regeneração de £ 450 milhões, enquanto o quadro político pós-eleições mostra Labour com dezoito conselheiros, Reform com dezesseis e o Oldham Group pró-Gaza com dez; reunião crucial está marcada para quinze de junho.

Arooj Shah, ex-líder da câmara de Oldham, alertou que a política de identidade está “teoricamente” dividindo comunidades. O comentário foi feito na semana em que se comemora 25 anos dos tumultos raciais no norte da Inglaterra. Oldham, município com cerca de 250 mil habitantes, enfrenta mais de três semanas de impasse político após as eleições locais de maio, sem que haja liderança acordada entre as formações.

O risco, segundo Shah, é a fragmentação do voto em Oldham que levou o Labour a perder terreno para Reform UK e independentes pró-Gaza. Ela aponta que essa proliferação de posições pode produzir paralisia governamental em outras regiões. A ex-líder ressalta que a violência verbal nas redes sociais, associando a comunidade muçulmana ao crime, tem alimentado abusos racistas e misóginos contra ela.

Shah também citou um review de proteção que não encontrou evidências de acobertamento pelo Labour, porém afirma que acusações infundadas de redes sociais prejudicaram a gestão municipal. No plano pessoal, relata ataques e mensagens de ódio, além de fatores de risco que exigem segurança no dia a dia e proteção para autoridades locais.

Oldham mantém planos de revitalização com um investimento de cerca de 450 milhões de libras, buscando reverter a tendência de fechamento de centros urbanos. A cidade também prepara a abertura de uma sexta-forma em parceria com o Eton College, visando ampliar oferta educativa e oportunidades econômicas locais.

Na atual configuração, o Labour caiu para 18 cadeiras, Reform UK assumiu como segunda maior força com 16, e o Oldham Group, alinhado ao Gaza, soma 10 membros. Um encontro decisivo está marcado para 15 de junho para definir perspectivas de governança no município.

Prazo e segurança

Especialistas destacam que o acolhimento de lideranças de minorias no executivo local segue como tema central do debate público. Reform e o Oldham Group defenderam abordagens distintas para a governança, enquanto Shah enfatiza que a prioridade é enfrentar os atos de violência e promover justiça econômica.

Desdobramentos políticos

Analistas veem a composição atual como um desafio para qualquer acordo de coalizão, com as partes buscando estabilizar a gestão administrativa. Executivos e líderes comunitários defendem diálogo para evitar maior polarização e manter o foco em serviços aos moradores e na reconstrução socioeconômica de Oldham.

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