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Polícia investiga fraude em contrato da gestão Nunes e ONG produtora Dark Horse

Polícia deflagra operação para apurar fraude em contrato de 108 milhões entre prefeitura de São Paulo e ONG, com suspeita de superfaturamento e desvio à produtora

Imagem: Reprodução redes sociais
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  • A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, no dia 1º, a Operação Wi-Fi para apurar fraude em contrato entre a prefeitura da capital e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), relação ligada à produtora Go Up Entertainment.
  • O foco é um contrato de 108 milhões de reais entre a ONG de Karina Ferreira da Gama e a gestão de Ricardo Nunes (MDB) via a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
  • A ação envolve oito mandados de busca e apreensão, atingindo o prédio da secretaria e endereços ligados a Karina.
  • O acordo previa contratar, instalar e operar cinco mil pontos de wi‑fi gratuito em comunidades e áreas periféricas, dentro do programa Wi Fi Livre.
  • A Promotoria apura irregularidades como superfaturamento, descumprimento de metas e possível desvio de valores para financiar o filme de Jair Bolsonaro; a Secretaria nega irregularidades e afirma que o procedimento foi encerrado sem constatações.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para apurar suspeita de fraude em um contrato entre a prefeitura da capital paulista e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse. A ação, denominada Wi-Fi, busca esclarecer irregularidades em um acordo de 108 milhões de reais feito pela gestão de Ricardo Nunes (MDB) por meio da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. Ao todo, são oito mandados de busca e apreensão, que atingiram o prédio da pasta e endereços ligados a Karina Ferreira da Gama.

O contrato prevê a contratação, instalação e operação de cinco mil pontos de wi‑fi gratuito em comunidades e áreas periféricas de São Paulo, dentro do programa Wi Fi Livre. A investigação na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social foca em indícios de irregularidades no edital, incluindo possível superfaturamento e o descumprimento de metas e aditivos no contrato inicial.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, as autoridades trabalham com a hipótese de desvio de parte dos valores para financiar o filme de Bolsonaro. A defesa da prefeitura não foi ouvida neste momento, e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia ainda não criou posicionamento oficial sobre o desdobramento da apuração.

Investigação e posição da pasta

A Secretaria informou que o procedimento instaurado pelo Ministério Público foi encerrado em janeiro de 2026 e não apontou problemas ou irregularidades na parceria com o Instituto Conhecer Brasil. Também destacou que questionamentos foram respondidos dentro do prazo e que ofícios de fiscalização são atos comuns para acompanhar parcerias públicas.

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