- O governo de Luiz Inácio Lula da Silva destinou R$ 80 milhões para divulgar a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
- A campanha, lançada no início de maio com o mote “tempo com a família”, aguarda análise do Senado.
- O montante é superior aos gastos com outras campanhas recentes e é o dobro do divulgado para ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
- A Secom diz que há veiculação em múltiplos meios, não apenas TV e internet, e que a distribuição de verbas segue critérios técnicos de audiência, público-alvo e cobertura geográfica.
- Além da campanha 6×1, o governo investe em outras iniciativas publicitárias, e a previsão para 2026 é de aproximadamente R$ 1,44 bilhão em campanhas institucionais.
O governo federal gastou 80 milhões de reais para divulgar a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A iniciativa, aprovada pela Câmara dos Deputados, aguarda análise do Senado. A campanha foi lançada no início de maio com o mote “tempo com a família”.
Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, os recursos foram aplicados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) na produção e veiculação de peças em diversos meios. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), posteriormente confirmados pela própria Secom, indicam investimento acima do aplicado em campanhas recentes.
O montante para promover o fim da escala 6×1 é o dobro do gasto em 2025 para divulgar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais e supera os 45 milhões destinados à divulgação da nova edição do Desenrola Brasil.
Distribuição de verbas e critérios
A Secom informou que não há previsão de aumento adicional de recursos para as campanhas do fim da escala 6×1 e do Desenrola Brasil. A divulgação ocorrerá em múltiplos meios, indo além de TV e internet. A secretaria destacou que a distribuição das verbas segue critérios técnicos, incluindo audiência, perfil do público-alvo, cobertura geográfica e diversificação dos meios.
O modelo operacional prevê que a Secom define os temas das campanhas e repassa os recursos a agências contratadas. Em geral, entre 5% e 10% do orçamento é reservado à produção de vídeos, banners e peças diversas, enquanto a maior parte do valor é destinada à compra de espaços em veículos de comunicação, plataformas digitais e redes sociais.
Nos últimos anos, houve aumento expressivo de publicidade digital. A participação da internet subiu de cerca de 20% para mais de 30%, com investimentos em Google e Meta surpassando, pela primeira vez, o gasto em anúncios em TVs de redes como SBT e Band.
Além da campanha sobre o fim da escala 6×1, o governo divulgou ações associadas ao slogan “Brasil Soberano”, aos programas Gás do Povo e Agora Tem Especialistas, bem como a ampliação da isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais.
Os gastos federais com publicidade chegaram a cerca de 1,5 bilhão de reais no último ano, o maior volume desde 2017. Do total, 924 milhões ficaram sob a gestão da Secom; o restante foi dedicado principalmente ao Ministério da Saúde.
Prevista para 2026, a projeção orçamentária para campanhas institucionais aponta uma redução, estimando-se cerca de 1,44 bilhão de reais ao longo do próximo ano.
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