- Sir Alan Bates classificou os esquemas de compensação do caso Horizon como “desastre total” e disse que o governo não deveria conduzi-los.
- Ele afirmou que, embora as discussões tenham começado bem, o desenho final tornou-se excessivamente complexo e jurídico.
- Bates disse que o objetivo dos vítimas é apenas obter um resultado justo e seguir em frente, sem a carga excessiva de processos legais.
- Fontes oficiais apontam que o governo já pagou cerca de £1,48 bilhão a pelo menos 11.500 reclamantes até 27 de fevereiro de 2026.
- Milhares de fraudes, falsificações e furtos de 1999 a 2015 levaram a condenações de operadores, mas as condenações foram anuladas em 2024 por ato parlamentar inédito.
Sir Alan Bates classificou como um desastre total os esquemas de compensação aos operadores postais no caso Horizon IT, afirmando que o governo não deveria conduzi-los. Ele fez as declarações ao comitê de contas públicas, em uma sessão nesta semana.
Bates lembrou que lutou por justiça por mais de 20 anos para milhares de subpostmasters injustamente acusados de furto e contabilidade falsa. Segundo ele, o desenho e a implementação dos esquemas ficaram excessivamente complexos e altamente jurídicos, criando insegurança para as vítimas.
Ele ressaltou que o primeiro passo foi contratar uma equipe cara de advogados, o que atrasou o processo. Segundo Bates, o resultado final afastou-se significativamente das demandas das vítimas, que buscam apenas um desfecho justo para seguir em frente.
Bates mencionou que, ao longo dos anos, muitas pessoas não buscaram reparação por perderem a confiança no sistema. Ele defendeu que, para ser eficaz, o mecanismo deveria ser gerido por um órgão totalmente independente com autonomia.
Dados oficiais indicam que cerca de £1,48 bilhão já foram pagos a mais de 11.500 prejudicados até 27 de fevereiro. Ainda há milhares de reivindicações a serem solucionadas, e o governo anunciou o encerramento progressivo dos esquemas.
Entre 1999 e 2015, mais de 900 operadores foram condenados por crimes como fraude e falsidade contábil devido à falha do Horizon, que inflou aparentemente as diferenças nas contas das agências. As condenações foram anuladas em 2024 por meio de ato sem precedentes do parlamento.
Fontes oficiais indicam que o governo continua a revisar o andamento dos pagamentos e o fechamento dos programas, com foco na transparência e na continuidade de reparação aos afetados.
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