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Aciona PGR contra Flávio Bolsonaro após EUA classificarem PCC e CV terroristas

Sete deputados da base governista acionam a PGR para apurar atuação de Flávio Bolsonaro junto a autoridades dos EUA na classificação do PCC e CV como terroristas

Deputados da esquerda acionam a PGR contra Flávio Bolsonaro após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. (Foto: Célio Azevendo/Agência Brasil)
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  • Sete deputados federais ligados à base do governo Lula protocolaram na PGR uma representação para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela possível atuação junto a autoridades dos EUA sobre a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
  • Assinam o documento os deputados Fernanda Melchionna, Chico Alencar, Duda Salabert, Heloísa Helena, Luiza Erundina, Luizianne Lins e Sâmia Bomfim, todos do PSOL, Rede ou afins.
  • Os parlamentares argumentam que encontros de Flávio Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, podem ter extrapolado atribuições parlamentares e atingido a soberania nacional.
  • A representação cita reportagens sobre possível articulação de integrantes da família Bolsonaro para influenciar a decisão norte-americana e destaca declarações do senador comemorando a inclusão das facções em listas de terroristas.
  • Além da PF, o grupo solicita que o TSE analise possível influência estrangeira ou abuso de poder com reflexos no processo eleitoral, mantendo a investigação como prioridade.

Sete deputados da base do governo protocolaram na sexta-feira na PGR uma representação para investigar o senador Flávio Bolsonaro. O grupo questiona a participação dele em tratativas com autoridades dos EUA sobre classificar PCC e CV como organizações terroristas.

A ação envolve deputados dos mesmos partidos que apoiam o governo Lula. Eles apontam encontros de Flávio com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio como possibilidade de extrapolar atribuições parlamentares e afetar a soberania nacional.

Os parlamentares destacam reportagens sobre suposta articulação da família Bolsonaro para influenciar a decisão norte-americana. Também citam declarações do senador que teriam comemorado a inclusão das facções em listas de terroristas.

Entrega dos pedidos e fundamentos legais

A representação sustenta que a condução da política externa cabe ao presidente da República. Por isso, a atuação de um parlamentar nesse tema não teria amparo na imunidade parlamentar, afirmam.

Além da PF, os deputados solicitam que a PGR avalie medidas administrativas e cíveis cabíveis. O documento também encaminha o caso ao TSE para análise de eventual influência estrangeira ou abuso de poder com reflexos eleitorais.

Contexto e desdobramentos

A iniciativa foi apresentada após a classificação dos grupos pelo governo dos EUA. A decisão intensificou o debate público sobre interferência externa em assuntos internos e gerou acusações entre aliados e opositores a respeito de motivações políticas.

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