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Flávio Bolsonaro não defendeu PCC e CV como terroristas no Senado em 2025

Senado rejeitou emenda que classificaria PCC e CV como terroristas; EUA incluirá as facções na lista de organizações terroristas, diante de oposição brasileira

O senador Flávio Bolsonaro
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  • No fim de 2025, o Senado rejeitou uma emenda ao projeto antifacção que classificaria o PCC e o CV como organizações terroristas; Flávio Bolsonaro não estava no plenário e não opinou sobre a medida.
  • Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que incluirá o PCC e o CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, a partir da próxima sexta-feira.
  • Durante viagem aos EUA, Flávio pediu que o governo americano classificasse as facções como terroristas e levou a pauta para uma reunião com representantes do Departamento de Estado.
  • O governo brasileiro era contra a designação, argumentando que poderia justificar intervenção militar estrangeira em território nacional.
  • O PL Antifacção acabou sendo aprovado pelo Senado, retornou à Câmara e teve sanção de Luiz Inácio Lula da Silva em março, sem vetos a pontos polêmicos.

O Senado rejeitou, no fim do ano passado, uma emenda ao projeto antifacção que pretendia classificar facções criminosas como organizações terroristas. A votação ocorreu sem o voto registrado do plenário, em sessão simbólica, e o objetivo era equiparar PCC e CV a organizações terroristas. Flávio Bolsonaro não estava presente e não se posicionou.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos EUA informou que incluirá PCC e CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir da próxima sexta-feira. A classificação foi alvo de pedido do senador Flávio Bolsonaro, durante uma viagem aos EUA, em reunião com autoridades do governo americano.

Durante a viagem, Flávio levou o tema para uma reunião com representantes do Departamento de Estado na quarta-feira. O hoje conhecido como “grande dia” foi anunciado pela pasta após o encontro, com o senador anunciando a decisão em suas redes sociais.

O governo brasileiro era contrário à designação, sob o argumento de que a medida poderia abrir espaço para ações militares ou sanções internacionais contra o país. A diferença de posição entre Brasil e EUA contrastou com a expectativa de mudança de política externa.

Em 10 de dezembro, quando ocorreu a votação do PL Antifacção no Senado, foi rejeitada uma emenda apresentada por Eduardo Girão que equiparava ações de facções a terrorismo. O relator Alessandro Vieira afirmou que a matéria já havia sido discutida pela CCJ e não merecia novo tratamento.

Naquela sessão, o Senado aprovou o texto do PL Antifacção por unanimidade. Como houve alterações, o projeto seguiu para a Câmara, que o aprovou em fevereiro. Em março, Lula sancionou o texto, sem vetos a pontos polêmicos. A matéria já está em vigor.

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