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Retorno intermitente da internet no Irã desperta raiva e ansiedade

Após oitenta e oito dias de apagão, retorno parcial da internet no Irã gera ansiedade e desconfiança, com impacto econômico para quem depende da conexão

A man in Tehran on his mobile phone. Some welcomed the return of connectivity with cautious optimism, but others viewed it with suspicion.
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  • Depois de oitenta e oito dias com quase total apagão, a conectividade parcial voltou a funcionar na noite de terça-feira, por volta das 17h, em Irã.
  • As primeiras reações não foram de celebração: muitos posts carregaram ceticismo, ansiedade e raiva em relação ao retorno.
  • Pessoas relataram dificuldades de conexão estável, alta cobrança de VPNs e limitações do acesso, com alguns dizendo que o retorno ainda não garante liberdade digital.
  • Autoridades criaram o regime de “internet Pro” para atender demandas de negócios, mas houve desconfiança de vigilância ampliada entre manifestantes e ativistas.
  • Em meio às mensagens, houve lembranças de mortos e prisões durante os protestos de janeiro, além de sentimentos de perda e desilusão entre iranianos dentro e fora do país.

O Irã retomou parcialmente a conexão com a internet após 88 dias de apagão quase total. A restauração ocorreu por volta das 17h de terça-feira, em várias regiões do país, sob controle limitado. O retorno trouxe mensagens exibindo ceticismo, ansiedade e medo entre os usuários.

Profissionais, estudantes e artistas foram alguns dos primeiros a tentar postar. Em Teerã, uma artista relatou reativação de serviços de música e comunicação, enquanto uma fotógrafa destacou dificuldades persistentes para trabalhar devido à conectividade instável. O acesso, porém, ainda é limitado.

A comunidade internacional acompanhou com cautela. Autoridades haviam anunciado medidas para atender demandas digitais de setores específicos, com o governo afirmando que a conectividade seria gradual. A maior parte do público ainda não consegue usar plenamente serviços de mensagens e redes sociais.

Reações, custos e perspectivas

Relatos de quem esteve sem acesso por meses mostram choque ao ver conteúdos de perdas humanas, destruição e protestos. Algumas pessoas descrevem o retorno como temporário e condicionado, não como verdadeiro restabelecimento de direitos digitais.

Profissionais de tecnologia e ativistas destacam o aumento do monitoramento e a continuidade de restrições. Também há relatos de alta nos custos de VPNs e de dificuldades técnicas para manter a comunicação estável em várias regiões.

Empresas que dependem de conectividade online sinalizam ganhos modestos, ainda que limitados. O debate sobre o que representa essa reabertura continua entre quem a vê como resposta tática do governo e quem a enxerga como atraso no alcance de liberdade digital.

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