- Governo do Rio de Janeiro vai acionar judicialmente o Banco Master para recuperar perdas do Rioprevidência.
- A estratégia envolve cobrar investidores e bloquear valores de devolução de empréstimos ao Master para recapitalizar o estado.
- Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu o governo interinamente em março após a renúncia de Cláudio Castro, por determinação do STF.
- Couto justificou cortes de pessoal pela concentração excessiva de pastas na gestão fluminense, que hoje soma 32 secretarias, ante 14 em São Paulo.
- As demissões geraram reações distintas: aliados de Eduardo Paes apoiam, enquanto o grupo de Douglas Ruas critica; houve perda de espaço para Castro na Assembleia Legislativa.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que vai cobrar o ressarcimento de perdas causadas ao Rioprevidência, fundo de previdência estadual. A declaração foi dada à jornalista Miriam Leitão, na GloboNews, no fim da noite de ontem.
O plano envolve acionar judicialmente o Banco Master para recuperar perdas do Rioprevidência. Couto explicou que a Procuradoria do Estado busca bloquear valores de devolução de empréstimos tomados por investidores, para que o recurso seja usado na recapitalização do fundo.
Ricardo Couto, presidente do TJRJ, assumiu o governo interinamente em março, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar o Senado. O STF determinou a posse por desfalques na linha sucessória, já que o estado continha apenas um vice ausente e a presidente da Alerj afastada.
Couto justificou cortes de pessoal pelo excesso de pastas na gestão fluminense. Atualmente, o Rio tem 32 secretarias, enquanto São Paulo opera com 14 pastas administrativas.
Disputa política e reações
As demissões geraram respostas diversas entre blocos políticos do estado. Aliados do prefeito Eduardo Paes (PSD) apoiam as medidas, enquanto o grupo do deputado Douglas Ruas (PL) critica a decisão. A redução de espaço tem incomodado também aliados do ex-governador Cláudio Castro na Alerj, já que pastas esvaziadas abrigavam projetos de vitrine eleitoral para o antigo mandatário.
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