- A Polícia Federal avançou contra Cláudio Castro (PL-RJ), aumentando a pressão sobre o palanque de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.
- Investigações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro reforçam a percepção de risco para a candidatura de Castro ao Senado e para a sustentação bolsonarista no estado.
- Castro já está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o que levou o PL a discutir alternativas para a vaga, com nomes como Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
- O desgaste atinge também o projeto de Douglas Ruas (PL) ao governo estadual, cuja associação com Castro é explorada por adversários, especialmente o grupo de Eduardo Paes (PSD).
- No PL, há sugestões de reformular a chapa bolsonarista no Rio, dadas as mudanças no cenário político após prisões, renúncias e ascensões no governo estadual.
Nos dilemas que atingem o Rio de Janeiro, o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma crise agravada por novas operações da Polícia Federal contra Cláudio Castro, ex-governador e aliado do senador. A PF investiga a aplicação de cerca de 3,7 bilhões de Rioprevidência em operações ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
O desgaste atinge diretamente o cenário político do estado e coloca em xeque a viabilidade do discurso de continuidade promovido pelo grupo bolsonarista. Integrantes do PL veem o caso como risco não apenas para a candidatura de Castro ao Senado, mas para a sustentação da base no Rio.
Castro já havia sido considerado inelegível pelo TSE por abuso de poder político e econômico. As novas ações da PF reforçam a pressão interna pela reformulação da chapa e pela avaliação de nomes para concorrer à vaga no Senado, incluindo Deputados estaduais como Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
Repercussões no Rio e no PL
A ligação entre Castro e o governador interino aumentou o escrutínio sobre o atual governo estadual, com auditorias em contratos da gestão anterior. A estratégia de Ruas, presidente da Alerj, dependia de associar-se ao grupo de Castro para ampliar o alcance do “continuidade” no interior.
Ruas já enfrenta críticas internas por não consolidar sua base e por ter centrado esforços em disputas judiciais envolvendo a sucessão estadual. A renúncia de Castro, a prisão do ex-presidente da Alerj e a ascensão de Ricardo Couto ao governo alteraram o tabuleiro político.
Contexto e impactos políticos
No entorno do PL, há quem defenda mudanças mais profundas na aliança bolsonarista no Rio. O objetivo é reduzir vulnerabilidades associadas a casos em andamento e fortalecer o fôlego eleitoral diante de adversários, como o grupo do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
A atuação de Lula, que elogiou Couto em agenda recente, também alimentou descolamentos entre aliados. A declaração presidencial repercutiu entre bolsonaristas, que consideram o tom inadequado para o momento e para o eleitorado fluminense.
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