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Itamaraty ignora e Planalto minimiza foto de Flávio Bolsonaro com Trump

Governo avalia encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump como sem repercussão esperada; foto provoca estranheza interna e silêncio de Washington

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
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  • O senador Flávio Bolsonaro encontrou-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em evento visto como fracasso pelo governo Lula.
  • A foto foi considerada estranha pela comitiva brasileira e não houve viralização ou celebração por parte da Casa Branca.
  • Trump não publicou ou comentou publicamente sobre o encontro, diferindo de outras reuniões com candidatos presidenciais.
  • Flávio levou camisas do Brasil como presente, mas elas não foram entregues a Trump por regra de segurança do Salão Oval; o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos.
  • O Itamaraty não comentou o episódio; o governo avaliou a repercussão como de nicho entre bolsonaristas, enquanto ministros disseram que a imprensa deu mais importância ao encontro do que o público.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontrou-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. A reunião, registrada em fotos, ocorreu sem cerimônia de alto nível e não teve a repercussão esperada pelo governo Lula, que avalia o encontro como pouco impactante.

Segundo apurações, o Palácio do Planalto esperava maior viralização nas redes e uma celebração mais explícita por parte da Casa Branca, que convidou o presidenciável. A foto publicada por Flávio mostra o senador em pé, à direita de Trump, que está sentado à mesa presidencial.

A Casa Branca e Trump não publicaram fotos ou mensagens sobre o encontro, o que contrasta com o padrão observado em outras ocasiões. O silêncio foi citado por interlocutores do Planalto como atípico e potencialmente constrangedor para o entorno de Flávio.

Trump teria feito elogios ao encontro dele com Lula no mês anterior, o que circulou entre integrantes do governo brasileiro como sinal de que a reunião com Flávio não teve o mesmo peso diplomático. Em Brasília, essa resistência de repercussão é vista como indicativo de tom mais contido.

Durante a coletiva, Flávio falou rapidamente sobre o “convite do presidente Lula” ao se referir a Trump, gerando humor entre apoiadores lulistas. O episódio foi registrado como uma gafe de sua equipe, amplamente comentada nos bastidores.

A visita teve duração de cerca de 1h40, com quase uma hora de conversa entre Flávio e Trump. O senador levou camisas do Brasil como presentes, mas não houve entrega direta ao presidente norte-americano devido a uma regra de segurança do Salão Oval, segundo apurado pelo UOL.

O Itamaraty não comentou oficialmente o episódio. A assessoria afirmou apenas que Trump tem o direito de receber quem quiser e que o encontro não contou com autoridades brasileiras ao longo da reunião.

O encontro foi visto pelo governo como uma experiência de discrição em relação à repercussão pública. Interlocutores indicam que Trump agiu assim por respeito a Lula, ainda que não haja confirmação de tratativas entre as administrações sobre o tema. Analistas do Planalto dizem que a repercussão ficou restrita a bolsonaristas, sem influência ampla fora desse núcleo.

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