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Eduardo Bolsonaro procurou empresa húngara para financiar filme, aponta site

Eduardo Bolsonaro seria financiador parcial do filme sobre Jair Bolsonaro, por meio de empresa húngara com fundos retidos por escrow na Holanda

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato em dezembro de 2025 e vive nos EUA
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  • Eduardo Bolsonaro e a produtora Go Up procuraram uma empresa com operações na Hungria e na Holanda para movimentar recursos do filme Dark Horse, segundo a Agência Pública.
  • A minuta de contrato de 7 de fevereiro de 2024 cita a Freeway Cam B.V. como agente de custódia e Eduardo como financiador parcial; Karina Ferreira da Gama é descrita como produtora.
  • O texto autoriza a Go Up a orientar pagamentos ao diretor Cyrus Nowrasteh; um documento aponta o repasse de US$ 57,5 mil à Stichting Freeway Custody, na Holanda.
  • A Freeway afirma não ter participado do projeto, embora tenha sido contatada para soluções de partilha de receitas; o CEO Martijn Meerstadt disse que não houve envolvimento.
  • Eduardo nega papel de gestão e diz não ser dono do projeto; ele afirmou ter feito um aporte de US$ 50 mil para a contratação do diretor, conforme publicações Relacionadas.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a produtora Go Up procuraram uma empresa com operações na Hungria e na Holanda para movimentar recursos do filme Dark Horse, segundo a Agência Pública.

Segundo o site, a Go Up preparou uma minuta de contrato com a Freeway Cam B.V., que atuaria como escrow agent, ou seja, retenção de recursos até autorização do financiador. A minuta é de 7 de fevereiro de 2024 e não continha assinaturas.

O texto indica que Eduardo se compromete a financiar parcialmente o projeto, com Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up, como produtora. A Freeway B.V. teria endereço em Budapeste, Hungria, e poderia manter investidores anônimos.

Relatórios apontam que a Go Up autorizou a Freeway a emitir pagamentos ao diretor Cyrus Nowrasteh. Em documento obtido, Karina orienta a transferência de US$ 57,5 mil para o diretor, via Stichting Freeway Custody, na Holanda.

Martijn Meerstadt, CEO da Freeway, disse à Pública que a empresa não participou do projeto, embora tenha sido contatada para soluções de partilha de receitas e relatórios. Ele afirmou que não há envolvimento com o filme.

A Pública afirma que Eduardo foi procurado por WhatsApp e não respondeu; Karina Gama também não retornou. O Intercept Brasil informou que Daniel Vorcaro investiu cerca de R$ 61 milhões via fundo nos EUA para o filme.

A Polícia Federal investiga se valores enviados ao financiamento de Dark Horse foram usados para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Eduardo nega ter recebido dinheiro destinado ao filme.

Em redes sociais, Eduardo negou papel de gestão e disse não ser dono do projeto. Após reportagem do Intercept sobre contrato com ele como produtor executivo, ele afirmou ter contribuído com US$ 50 mil apenas para a contratação do diretor.

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