- A Polícia Federal deflagrou uma operação que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e mira a terceira fase de investimentos do estado no banco de Daniel Vorcaro, ligado ao Master.
- O governo fluminense já tinha feito aportes de R$ 1,1 bilhão em duas etapas e, recentemente, investiu mais R$ 2,6 bilhões para apoiar Vorcaro.
- A cronologia apresentada contraria a versão de Flávio Bolsonaro de que ele não sabia que havia dinheiro público no caso Master, já que o governo do Rio foi o principal financiador entre os entes federativos.
- Flávio afirma ter conhecido Vorcaro em dezembro de dois mil e vinte e quatro; em outubro de dois mil e vinte e quatro já havia notificações de irregularidades ao governador e à Assembleia Legislativa.
- A terceira onda de investimentos corresponde a um aporte de R$ 100 milhões no fundo Texas IFA, administrado pelo Master, cuja carteira tem 96,12% de ativos em Ambipar, o que levou o Tribunal de Contas a classificar o movimento como volume preocupante e concentrado.
A Polícia Federal realiza uma operação que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e investiga a terceira onda de aportes feitos pelo estado no banco do empresário Daniel Vorcaro. A apuração contraria a versão de Flávio Bolsonaro de que não havia dinheiro público no escândalo ligado a Master e Vorcaro.
Segundo os desvios apurados, o governo fluminense já tinha aplicado dois investimentos que somavam R$ 1,1 bilhão para ajudar Vorcaro, e decidiu ampliar o montante com um novo aporte de R$ 2,6 bilhões. Os recursos estão ligados a negócios envolvendo Vorcaro e o financiamento de projetos promovidos pelo grupo.
A cronologia apresentada pela PF aponta datas próximas da decisão de Vorcaro em atender a pedidos de Flávio Bolsonaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Embora a investigação não ligue formalmente os fatos, evidencia um padrão de ações envolvendo o governo do Rio e Vorcaro.
Além disso, o ex-deputado Flávio Bolsonaro afirma ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024. Contudo, registros apontam que, em outubro de 2024, a conselheira do TCE, Mariana Montebello, informou o governador Castro sobre suspeitas de irregularidades, e a Assembleia Legislativa já discutia operações de apoio a Vorcaro naquele período.
Contexto da operação
A terceira onda de investimentos consistiu em um aporte de R$ 100 milhões no fundo Texas IFA, administrado pelo Master. A carteira apresentava concentração elevada, com 96,12% em uma única ação, a Ambipar, o que gerou preocupação entre órgãos de fiscalização.
O Tribunal de Contas do Estado classificou o investimento como volume preocupante e com concentração de recursos em um único banco. O órgão alertou para risco sistêmico e dependência de um grupo específico na alocação de expressiva parcela de recursos previdenciários.
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