- EUA realizaram ataques a alvos iranianos, os primeiros desde o cessar-fogo de 8 de abril, mirando lançadores de mísseis e minas no estreito de Hormuz; quatro soldados iranianos morreram.
- Teerã condenou a ação como violação definitiva do cessar-fogo, mas não anunciou retaliações específicas e segue nas negociações mediadas pelo Paquistão e pelo Catar.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, convocou uma reunião rara de gabinete em Camp David, sinalizando posição de peso em meio ao impasse.
- O presidente do parlamento iraniano e negociador-chefe, Mohammad Bagher Ghalibaf, permanece em Doha tentando destravar mais de $12 bilhões em ativos iranianos congelados e obter alívio de sanções para exportações de petróleo e petroquímica.
- Um acordo breve buscaria encerrar a guerra sem detalhar a paz; blocos de sanções e liberalização de tráfego no estreito de Hormuz estão entre as condições em prazos de 30 dias para cada etapa.
A situação entre Irã e EUA permanece em curso de negociações de paz, apesar de ataques militares norte-americanos a alvos iranianos. O ataque, os primeiros desde o cessar-fogo de 8 de abril, ocorreu no estreito de Hormuz, mirando lançadores de mísseis e tentativas de colocar minas. O governo iraniano condenou a ação como violação definitiva do cessar-fogo, mas afirmou que não deixará a agressão sem resposta.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o ataque representa má-fé e ressaltou que as discussões, mediadas por Paquistão e Catar, seguem em andamento. O Exército iraniano não anunciou retaliações específicas até o momento, sugerindo cautela para não atrapalhar as etapas finais do acordo.
Avanços nas negociações e pauta econômica
Em Doha, o presidente do parlamento iraniano e principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, permaneceu para tratar do desbloqueio de mais de 12 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados e de/ou acesso a contas no exterior. Também busca alívio de sanções para exportações de petróleo e petroquímicos por 60 dias.
Um intervalo adicional de 30 dias foi definido para o desfecho. Nesse período, o acordo prevê a venda de petróleo via portos iranianos com o fim do bloqueio naval imposto durante o conflito. A retomada do fluxo comercial marítimo ocorreria até os níveis anteriores ao início dos confrontos em 28 de fevereiro.
Reações internas e cenário regional
Grupos mais conservadores em Washington e Teerã pressionam para limitar concessões, com parlamentares iranianos defendendo manter o controle do estreito. Por outro lado, Ghalibaf busca consolidar o avanço nas negociações, após sua reeleição como presidente do parlamento.
Tratativas também envolvem a posição de Israel na região. O Irã busca fortalecer um componente de cessar-fogo envolvendo Israel no Líbano, à medida que operações israelenses norteadas ao Hezbollah aparecem na região. O quadro regional permanece tenso, com atentados e pressões diplomáticas em curso.
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