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França investiga possível interferência de Israel contra candidatos de esquerda

Ministério Público de Paris investiga possível ingerência estrangeira de empresa israelense em eleições municipais, com desinformação direcionada a candidatos da França Insubmissa

O deputado François Piquemal, do partido França Insubmissa (LFI). Foto: Julien de Rosa/AFP
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  • O Ministério Público de Paris investiga possível ingerência estrangeira por parte de uma empresa israelense nas eleições municipais de março, ligada a uma campanha de desinformação contra candidatos do partido França Insubmissa (LFI).
  • Estão sob investigação ações contra três candidatos da LFI, em Marselha, Toulouse e Roubaix, envolvendo difamação, imagens falsas e manipulação de redes sociais.
  • Os crimes apurados incluem inteligência com uma potência estrangeira, desvio do sufrágio por meio de notícias falsas e apologia online do terrorismo, considerando alguns logotipos usados.
  • A campanha teria sido conduzida a partir de Israel; há indícios de participação de duas empresas sediadas em Israel, com menção à BlackCore em Tel Aviv.
  • O Ministério Público ressalta que ingerência pode envolver um Estado estrangeiro, mas até o momento não houve suspeita de intervenção desse tipo; as informações também vêm de publicações do Viginum.

A promotora de Paris abriu uma investigação sobre possível ingerência estrangeira na eleição municipal de março na França. A suspeita envolve uma empresa sediada em Israel e uma campanha de desinformação contra candidatos do partido França Insubmissa (LFI). A apuração focaliza operações durante a votação.

São alvos da investigação três candidatos da LFI, em Marselha, Toulouse e Roubaix. Os crimes sob análise incluem inteligência com potência estrangeira, desvio do sufrágio com notícias falsas e apologia online do terrorismo, levando em conta logotipos usados.

Segundo o Ministério Público, as campanhas ocorreram a partir de Israel. Jornais francesas citam duas empresas israelenses envolvidas. Os candidatos afirmam ter sido expostos a difamações, imagens falsas e manipulação de redes sociais.

Contexto e informações adicionais

O MP utiliza registros do Viginum, serviço estadual de combate à manipulação online, que aponta um mecanismo de difusão automatizada de conteúdos inexatos. A pesquisa também considera relatos de que a campanha pode ter atinido interesses da causa palestina.

O MP sustenta que há indícios de um ator externo envolvido, mas ressalva que até o momento não há suspeita de intervenção de um Estado. Fontes citadas pela imprensa apontam a BlackCore, com sede em Tel Aviv, como possível responsável pelos atos.

A investigação segue para esclarecer se houve ataque coordenado contra eleitores e quais impactos eleitorais ocorreram. O Ministério Público reiterou que ingerência envolve ações de um ator externo e não indivíduos isolados.

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