- Os EUA realizaram ataques na região sul do Irã, mirando alvos de lançadores de mísseis e embarcações que tentavam colocar minas, conforme o Comando Central dos EUA (Centcom).
- O governo americano afirmou que as ações são defensivas e não significam o fim do cessar-fogo de sete semanas com o Irã.
- Em Teerã, veículos oficiais noticiaram mortes de guardas durante os ataques e houve informações sobre explosões perto de Bandar Abbas, no Estreito de Hormuz; o Irã disse que a situação está sob controle.
- Negociadores do Irã viajaram para o Qatar para tratar, entre outros pontos, da possível liberação de reservas iranianas congeladas e de um acordo que abriria o Estreito de Hormuz ao comércio.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que, apesar dos ataques, ainda é possível um acordo, enquanto a administração de Trump sinalizou possíveis concessões sobre o urânio altamente enriquecido.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que forças americanas atingiram alvos no sul do Irã, incluindo locais de lançamento de mísseis e barcos que tentavam colocar minas, como parte de ações durante o cessar-fogo de sete semanas. O objetivo, segundo nota oficial, foi defensivo e não indica fim do acordo. As informações foram divulgadas na terça-feira.
Enquanto isso, negociações seguem em Qatar. Delegações iranianas chegam a Doha para discutir o programa nuclear e o acesso a ativos iranianos congelados. Médias locais mencionam a presença do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e do governador do banco central, Abdolnaser Hemmati, entre os participantes. Hemmati aumenta expectativas sobre liberação de ativos.
No Irã, fontes próximas ao antigo comandante da Guarda Revolucionária disseram ter ocorrido mortes de militares durante ataques a barcos, após os ataques dos EUA. O governo iraniano afirmou que a situação está sob controle e não há motivos de alarme para a população. O país também sinaliza queHammer Hormuz pode exigir tarifas de navegação.
Paralelamente, as negociações apontam para um acordo que envolveria a reabertura do estreito de Hormuz ao comércio, sem tratar de questões nucleares neste estágio. Um memorando em negociação mencionaria o desbloqueio de ativos estrangeiros de bancos fora do Irã. A expectativa é que negociações sobre o programa nuclear ocorram em 30 a 60 dias após qualquer acordo.
O porta-voz do governo dos EUA, Marco Rubio, afirmou em Jaipur que um acordo ainda é possível, apesar das ações militares. Rubio ressaltou que o Estreito de Hormuz pode abrir de uma forma ou de outra, com avanços em Doha sendo assistidos por discussões sobre linguagem do documento inicial.
Na agenda regional, o Irã condiciona a gestão futura do estreito à cooperação com Omã e a cobrança de taxas de serviços de navegação. O governo israelense, por sua vez, declarou endurecer ações contra o Hezbollah no Líbano, numa estratégia de resposta a ataques na região. Fuentes oficiais destacam que o cenário permanece dinâmico, com potencial de mudanças conforme as negociações avancem.
Entre na conversa da comunidade