- O Irã anunciou o fim de um bloqueio de 88 dias na internet, mas monitoramento aponta que não houve efeito imediato e não está claro se o atraso é técnico ou político.
- Autoridades mencionaram o retorno do Gmail como sinal inicial de mudança, porém a restauração total permanece incerta.
- O ministro das Comunicações afirmou que a retomada será gradual, mantendo restrições desde os protestos de janeiro.
- Economicamente, a repressão é grave: até 5 milhões de empregos dependem da internet, com perdas diárias superiores a $ 6 milhões; empresas relatam queda no acesso a canais de comunicação.
- O Conselho Nacional de Segurança aprovou o plano Internet Pro (acesso pago com limite diário a sites estrangeiros), mas o custo impede adesão de muitos jovens, enquanto plataformas como Instagram, X e YouTube continuam oficialmente bloqueadas.
Durante uma coletiva nesta terça-feira, autoridades iranianas indicaram o fim de um blackout de 88 dias na internet, o mais longo da história do país. Monitores digitais disseram não ter percebido impacto imediato da anunciada normalização, deixando dúvidas sobre a real retomada.
Não ficou claro se o avanço será técnico ou político. O governo citou o retorno do Gmail como sinal inicial de mudança, ainda que muitos iranianos permaneçam isolados do acesso global. A restrição atingiu amplamente a população, com exceção de uma minoria privilegiada.
O presidente Masoud Pezeshkian, que defende uma internet mais livre, pressionou por relaxamento das medidas junto a autoridades de segurança. A decisão final ocorreu após votação de um grupo de gestão de cyberspace, segundo informações oficiais.
O ministro das Comunicações, Sattar Hashemi, elogiou a decisão, mas afirmou que a restauração será gradual. Ele mencionou prejuízos à economia digital, aos negócios online e aos serviços, destacando que a continuidade das restrições poderia afastar investimentos e gerar fuga de talentos.
Especialistas ouvidos pela imprensa estrangeira destacam que a interrupção começou durante os protestos de janeiro e foi intensificada após ataques de potências externas em fevereiro. Organizações de direitos humanos apontam riscos de execuções e de repressão a opositores conectados.
Estima-se que milhares dependam da internet para emprego, estimando-se até 5 milhões de vagas vinculadas ao acesso online. O isolamento digital piora a inflação e eleva o custo de alimentação, afetando especialmente mulheres e trabalhadores rurais.
Para amenizar a pressão, o Conselho de Segurança Nacional aprovou um plano chamado Internet Pro, que prevê acesso pago a grupos específicos, com limite diário de uso de sites estrangeiros. O custo alto torna inviável para muitos jovens.
Plataformas como Instagram, X e YouTube continuam bloqueadas oficialmente, porém são contornadas por VPNs. A comunidade empresarial relata perdas significativas; pesquisa com mais de 900 empresas apontou redução de 75% nos canais de comunicação.
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