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Ativos iranianos congelados: último obstáculo em negociação que avança

A liberação parcial de ativos iranianos congelados cria alívio econômico para Teerã e pode sustentar o regime, conforme avanços nas negociações com os EUA

Acto de recuerdo a caídos en la guerra, el domingo en Teherán.
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  • As conversas para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o estreito de Ormuz avançam de forma moderada, segundo posicionamentos públicos e vazamentos.
  • Os ativos congelados do Irã somam entre 100 mil e 120 mil milhões de dólares, equivalentes a cerca de um terço do PIB do país.
  • Os recursos estão repartidos pelo mundo: aproximadamente 12 mil milhões de dólares em Qatar, 7 mil milhões na Índia, 6 mil milhões no Iraque e pouco mais de 1 mil milhão em Luxemburgo e no Japão; parte dos fundos do Surcoreal foi transferida para um terceiro país.
  • Há sinais de possibilidade de desbloqueio parcial, com cerca de 6 mil milhões de dólares em Qatar discutidos como notícia relevante, mas o desbloqueio total é improvável.
  • A liberação de parte desses fundos poderia estabilizar a economia iraniana, financiar necessidades básicas e reduzir descontentamentos, influenciando a estratégia dos EUA na negociação, que tem foco na reabertura do estreito de Ormuz.

Os ativos iranianos congelados são o principal entrave nas negociações para encerrar a guerra entre EUA e Irã e reabrir o Estreito de Ormuz. O impasse surgiu em meio a uma ampla rodada de conversas que, pela primeira vez em meses, mostram avanço público e filtragens que indicam proximidade de acordo. A possibilidade de liberar parte dos recursos é vista como concessão relevante de Washington.

Especialistas apontam que o dinheiro, mantido em bancos no exterior, representa aproximadamente um terço do PIB iraniano. O valor estimado oscila entre 100 e 120 bilhões de dólares, com impacto potencial significativo sobre a economia iraniana e a capacidade de financiar serviços básicos no país.

As autoridades iranianas defendem a liberação para uso em importação de medicamentos e itens de primeira necessidade, sob supervisão internacional. Os recursos estão dispersos em países como Qatar, Índia, Irã, Luxemburgo e Japão, entre outros. Parte do montante já foi transferida para terceiros países.

Contexto financeiro e trajetória das sanções

Estados Unidos implementou sanções secundárias para impedir que entidades de terceiros países conduzissem negócios com Irã. Isso ajudou a manter os fundos sob bloqueio, apesar das exportações de petróleo e gás iraniano. O valor atual permanece estimado entre 100 e 120 bilhões de dólares.

A maior parte do dinheiro está em contas no exterior, com cerca de 12 bilhões de dólares em Qatar, 7 bilhões na Índia e 6 bilhões no Irã. Coreia do Sul, Luxemburgo e Japão possuem somas menores. Os fundos remontam a transações de petróleo e gás realizadas ao longo de décadas.

Possíveis desdobramentos e impactos

Fontes indicam que um desbloqueio parcial, em torno de 6 bilhões de dólares no Qatar, já estaria próximo de ser acordado. Tal liberação seria condicionada a regras de uso estritamente controladas, para mediar impactos na economia iraniana sem comprometer pressões políticas.

Caso parte desses recursos seja liberada, a moeda iraniana poderia se estabilizar e o país ganharia espaço para reparos após danos causados pelo conflito e pelas sanções. Em termos geopolíticos, a liberação não equivale a um fim das tensões, mas pode aliviar parte da pressão econômica sobre Teerã.

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