- Trump afirmou, por meio de postagem no Truth Social, que as negociações com o Irã sobre um acordo provisório para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz estão “avançando bem”.
- O anúncio coincidiu com a queda de mais de cinco por cento no petróleo, com o Brent abaixo de US$ 100 por barril, e subida dos mercados globais.
- O chefe militar do Paquistão informou à China que um acordo está próximo de ser alcançado, enquanto uma delegação iraniana liderada pelo presidente do parlamento viajou a Doha para conversas com o Catar.
- O Irã trabalha para discutir a liberação de fundos congelados, e os EUA e o Irã ainda precisam resolver pontos-chave, como passagem livre de navios pelo Estreito de Ormuz e o descongelamento de bilhões de dólares.
- O Irã quer cobrar serviços de navegação em vez de pedágios, e Washington aponta que qualquer acordo deverá também tratar de restrições ao programa nuclear iraniano após o cessar-fogo provisório.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma postagem no Truth Social que as negociações com o Irã sobre um acordo provisório para estender o cessar-fogo no Estreito de Ormuz estão avançando bem. A declaração elevou o tom de otimismo sobre um eventual acordo entre as partes.
Segundo Trump, os EUA buscam manter o cessar-fogo por cerca de dois meses, com Teerã reabrindo o tráfego no Estreito de Ormuz durante esse período. Ao mesmo tempo, ele pediu a adesão de Arábia Saudita, Catar e outros países aos Acordos de Abraham.
O governo paquistanês indicou aos parceiros chineses que o acordo está próximo de ser alcançado, com Asim Munir, chefe militar paquistanês, atuando como interlocutor entre as partes. A informação reforça a percepção de avanços diplomáticos na região.
Uma delegação iraniana, chefiada pelo presidente do parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf,viajou a Doha para consultas com autoridades do Qatar. O grupo também incluiu o governador do banco central Abdolnaser Hemmati para discutir fundos iranianos congelados.
Ainda há pontos inacabados entre EUA e Irã, como a permissão de passagem livre de navios pelo Estreito de Ormuz e o ritmo para o descongelamento de fundos iranianos. As discussões seguem com cautela entre as partes envolvidas.
O Irã mantém a exigência de que a trégua cubra todas as frentes, incluindo o Líbano, onde Israel enfrenta militantes apoiados por Teerã. Israel não participa diretamente das negociações, mas condiciona seu apoio à preservação de sua liberdade de ação.
As negociações também enfrentam resistência de setores dentro de Israel e de críticos norte-americanos, que alertam para riscos de cedências excessivas ao Irã. Analistas acompanham o andamento para entender impactos regionais e domésticos.
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