- A secretária do Tesouro, Rachel Reeves, pediu a todos os ministros do gabinete que, sempre que possível, contratem empresas britânicas nos setores de construção naval, siderurgia, energia e IA.
- A autoridade planeja monitorar contratos de bilhões de libras nesses quatro setores e, se for necessário, pode cancelar decisões tomadas pelos ministros de departamentos.
- A carta, coassinado pelo ministro do Gabinete, Chris Ward, reforça que o objetivo é estimular negócios britânicos, empregos qualificados e formação no país.
- a medida ocorre enquanto Reeves busca afirmar sua autoridade no partido e diante de debates sobre quem deverá ocupar a Câmara dos Comuns caso haja mudança no governo.
- Críticos, incluindo sindicatos, apontam casos recentes de contratos concedidos a estrangeiros, enquanto defensores dizem que competição pode reduzir custos para o Tesouro.
Rachel Reeves ordena que governo adquira de empresas britânicas em quatro setores estratégicos
A ministra afirmou que contratos públicos devem, sempre que possível, ficar com companhias britânicas nos setores de construção naval, aço, energia e inteligência artificial. A iniciativa foi comunicada em uma carta dirigida aos ministros de pastas de gasto público, enviada na última semana.
A medida, assinada também pelo ministro do Cabinet Office, Chris Ward, sinaliza irritação com a prática de direcionar negócios governamentais a fornecedores estrangeiros. Segundo o Tesouro, a expectativa é monitorar bilhões de libras em contratos nesses quatro setores e, se necessário, intervir em decisões de cada ministério.
A orientação busca alinhar as aquisições ao interesse nacional, reduzindo dependências e fortalecendo empregos no Reino Unido. Reeves também promete orientar gestores públicos a considerar a nacionalidade apenas à margem de custos, para evitar distorções.
A reportagem aponta casos em que contratos de alto valor foram concedidos a empresas internacionais ou abertos a licitação externa. Entre eles, contratos para vasos de apoio à Marinha e para a remodelação de uma embarcação de pesquisa, com fornecedores estrangeiros.
Especialistas e sindicatos comentam que a competitividade pode trazer custos mais baixos, mas que diretrizes de nacionalidade ajudam a preservar a indústria britânica. líderes sindicais afirmam que certos contratos deveriam permanecer com operadores nacionais.
Oficiais do governo defendem que as regras de competição permitem obter produtos de melhor qualidade a menor preço. Eles lembram que manter a competição não impede o esforço de priorizar fornecedores britânicos, quando possível.
A carta sinaliza ainda que futuras diretrizes devem exigir avaliação adicional de nacionalidade em contratos, com a possibilidade de a Cabina exigir revisões e, se necessário, intervir em decisões de contratação. A adoção das novas diretrizes está prevista para esta summer.
As medidas ocorrem em meio a debates sobre o papel do chanceler e a nomeação de seu substituto em caso de mudança no governo. A secretaria de Reeves tem atuado de forma intensa para consolidar sua posição, inclusive com anúncios de outros temas de política econômica e social.
Autoridades do Tesouro e do Cabinet Office disseram que as medidas visam fortalecer a segurança econômica e a resiliência das cadeias produtivas nacionais, sem mencionar impactos de curto prazo sobre custos para o erário.
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