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Mário Frias nega desvio de emendas para filme sobre Bolsonaro

Frias nega desvio de emendas para filme de Bolsonaro; STF investiga, defesa aponta ausência de provas e Câmara já validou legalidade

05.dez.2025 - O deputado federal Mário Frias (PL-SP) recebe Colar de Honra ao Mérito na Alesp
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  • O deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao STF que emendas parlamentares dele tenham sido destinadas ao filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
  • Frias destinou as emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), cuja sócia é Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment e produtora-executiva do filme; Frias também atua como produtor executivo.
  • A defesa afirma que as emendas eram para projetos de inclusão digital, letramento, empreendedorismo e esporte para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, e que não houve irregularidades segundo a Câmara dos Deputados.
  • O ministro Flávio Dino abriu processo separado para apurar supostas irregularidades nas emendas, a pedido da deputada Tabata Amaral, que questiona a existência de um ecossistema de empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama.
  • Em dois mil e vinte e cinco, Frias enviou ao ICB duzentos mil reais, sendo quinhentos mil destinados a um programa de empreendedorismo e a outra metade ao projeto Lutando pela Vida, com aulas de jiu-jitsu em Pirassununga (SP).

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao STF que as emendas parlamentares dele tenham sido desviadas para a produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo Frias, os recursos foram destinados a projetos com finalidade pública, social e constitucionalmente legítima, citando inclusão digital, letramento, empreendedorismo e esportes para jovens em situação de vulnerabilidade.

A defesa alega que não há provas de desvio. Segundo eles, a denúncia é difamatória e sem fundamentação legal. A Câmara dos Deputados já havia registrado parecer favorável às emendas, destacando conformidade com as normas vigentes.

A denúncia envolve a empresa ICB, cuja sócia é Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment e produtora-executiva do filme. Frias também atua como produtor executivo da obra. Em 2025, o parlamentar teria enviado ao ICB cerca de R$ 2 milhões, com metade para um programa de empreendedorismo e a outra metade para o projeto Lutando pela Vida, que oferece aulas de jiu-jitsu em Pirassununga (SP).

Avanços e contexto

Caso tramita no STF, com abertura de apuração separada para verificar supostas irregularidades nas emendas. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o tribunal, citando um suposto ecossistema de empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama e levantando suspeitas sobre o destino dos recursos.

Intimação de Frias tem sido dificultada. A última tentativa ocorreu em 13 de maio, em Brasília, após outras tentativas fracassadas desde março. O oficial de justiça informou que o deputado não reside no endereço há mais de dois anos, e que a agenda não foi disponibilizada pela assessoria.

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