- Frias negou ter enviado emendas parlamentares para financiar a produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro.
- A apuração do STF mira possível desvio de finalidade de 2 milhões de reais destinados ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à Go Up Enterteinment.
- O deputado afirma que as emendas foram usadas para projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes, sem indicar desvio.
- Um oficial de Justiça tentou intimar Frias cinco vezes; ele estava em viagem ao exterior, sem autorização da Câmara para deixar o país.
- A divulgação sobre o financiamento do filme surgiu após reportagem do Intercept sobre suposta tratativa envolvendo Flávio Bolsonaro e um banqueiro; o senador negou vantagem indevida e disse que recursos eram privados.
O deputado Mário Frias (PL-SP) negou ao ministro Flávio Dino, do STF, ter enviado emendas parlamentares para financiar a produtora ligada ao filme de Bolsonaro. A afirmação ocorreu nesta segunda-feira 25, durante manifestação ao STF.
Frias, apontado como produtor executivo da cinebiografia, participa de apuração preliminar sobre suposto desvio de finalidade de 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil. A ONG é ligada à Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações de Dark Horse.
O parlamentar afirma que as emendas atenderam a projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes. Segundo Frias, não há qualquer prova de desvio dos recursos para produção cinematográfica. A acusação, diz, é especulativa.
Antes da manifestação, um oficial de Justiça tentou intimar Frias por cinco vezes, sem sucesso, pois ele está em viagem ao exterior. A Câmara não autorizou a saída do país, segundo informações da Justiça.
A investigação envolve a relação entre a filmagem do longa e aportes de Flávio Bolsonaro, senador, que teria pedido dinheiro a um banqueiro para as gravações. Flávio negou vantagem indevida e disse que os recursos são privados. Agência Brasil acompanha.
Entre na conversa da comunidade