- Lula conversou por telefone com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e determinou envio de ajuda humanitária.
- A ação atende a pedido de Bolívia, onde sindicatos de mineiros, camponeses e moradores promovem protestos por aumentos salariais, combustíveis de qualidade e estabilidade econômica; a inflação anual alcançou 14% em abril.
- Manifestantes criticam a política econômica liberal de Paz e apontam distribuições de gasolina de má qualidade que danificaram veículos.
- Bloqueios de estradas geram desabastecimento em algumas regiões da Bolívia.
- Lula reafirmou solidariedade ao governo e ao povo bolivianos, ressaltando o respeito às instituições, o Estado de Direito e a importância do diálogo para evitar violência.
Após conversa por telefone entre Lula e Rodrigo Paz na segunda-feira 25, o governo brasileiro determinou o envio de ajuda humanitária à Bolívia. A decisão ocorreu a pedido do governo boliviano, diante de protestos que afetam o país vizinho.
Segundo o Planalto, a conversa abordou a situação humanitária causada pelos bloqueios de estradas e desabastecimento em diversas regiões da Bolívia. Não houve detalhes sobre o tipo de ajuda a ser enviada.
Lula reiterou solidariedade ao povo boliviano e ao governo, ressaltando o respeito às instituições democráticas. O presidente brasileiro pediu diálogo entre o governo e os movimentos sociais, evitando violência.
Contexto dos protestos
A Bolívia vive semanas de manifestações de mineiros, camponeses e moradores, pressionando por reajustes salariais, melhorias nos combustíveis e estabilidade econômica. A inflação anual, apurada em abril, ficou em 14%.
Os protestos também criticam a política econômica do presidente Rodrigo Paz, com denúncias de distribuição de gasolina de baixa qualidade que teria afetado veículos. O choque entre governo e sociedade tem aumentado o desabastecimento.
A Bolívia continua enfrentando bloqueios de estradas, o que dificulta o fluxo de mercadorias e serviços em várias regiões. Autoridades ressaltam a necessidade de evitar violência e manter a normalidade institucional.
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