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Lula gera mal-estar entre deputados do RJ após fala ao governador interino

Lula provoca mal-estar no RJ ao chamar deputados ligados à milícia de ladrões e cobra ações contra o crime, pressionando pela PEC da Segurança Pública

Presidente pediu que governador trabalhe para prender "ladrões" e deputados ligados a "milícia organizada" (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • Lula, em evento no Rio de Janeiro, pediu que o governador interino Ricardo Couto aja para prender “ladrões” e deputados ligados a uma “milícia organizada”.
  • A fala, ocorrida no sábado (23), causou mal-estar na Alerj, que viu generalização contra o Legislative fluminense.
  • A Alerj repudiou a declaração e afirmou que é inaceitável criminalizar o Parlamento; destacou que a crise de segurança também envolve ações nacionais contra o tráfico de armas e facções.
  • Ricardo Couto assumiu o governo em março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, e ficará no cargo até a eleição de outubro.
  • O presidente defendeu maior participação do governo federal na segurança pública, mencionou a recriação do Ministério da Segurança Pública e pressionou o Senado a votar a PEC da Segurança Pública, dependente de Davi Alcolumbre.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento na cidade do Rio de Janeiro neste sábado (23) e afirmou que o governador interino Ricardo Couto deve atuar para prender ladrões e deputados ligados a uma milícia organizada. A declaração ocorreu no momento em que o país discute segurança pública.

Lula disse que a população não espera grandes obras do governo interino, mas ações contundentes contra o crime organizado. A fala gerou reação imediata da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi apontada como alvo de generalização.

Alerj reage afirmando respeito às instituições, mas repudiando a fala do presidente. Em nota, a Casa disse ser inaceitável qualquer tentativa de criminalizar o Legislativo fluminense e seus representantes eleitos pelo povo.

A crise de segurança no estado — segundo a Alerj — também resulta da falta de ações nacionais contra o tráfico de armas e o avanço de facções criminosas. A Casa pediu união institucional, equilíbrio e responsabilidade no debate público.

Ricardo Couto assumiu o governo em março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. O desembargador, presidente licenciado do Tribunal de Justiça, ficará no cargo até a eleição de outubro.

Durante o evento, Lula afirmou que o Rio não pode continuar dominado pela criminalidade e que Couto precisa demonstrar capacidade de conserto. O presidente também citou críticas a governos ligados ao Judiciário na história do estado.

Lula reforçou a defesa de maior participação do governo federal na segurança pública e retomou a ideia de recriar o Ministério da Segurança Pública. Ele pressionou o Senado a avançar com a PEC da Segurança Pública, dependente do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

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