- Flávio Bolsonaro não compareceu à Marcha para Jesus no Rio de Janeiro; a assessoria informou que ficaria em Brasília para conversar com o pai, em prisão domiciliar.
- A ausência acontece após pesquisa Datafolha indicar queda de apoio entre evangélicos, de 49% para 42%, e aumento da rejeição, de 28% para 34%.
- O episódio envolve o financiamento do filme Dark Horse pelo empresário Vorcaro, com Jim Caviezel no papel de Bolsonaro, o que gerou críticas internas ao candidato entre evangélicos.
- O deputado-pastor Sóstenes Cavalcante minimizou o resultado e afirmou que Flávio precisa se preparar para um eventual encontro com Donald Trump, ainda sem confirmação da Casa Branca.
- O pastor Silas Malafaia também minimizou o Datafolha e não se comprometeu com a candidatura, dizendo que analisa os acontecimentos para se pronunciar posteriormente.
Flávio Bolsonaro não participou da Marcha para Jesus, realizada no Rio de Janeiro neste fim de semana. A assessoria informou que ele permaneceu em Brasília para tratar de assuntos familiares com o pai, em prisão domiciliar, sem mencionar o evento.
A ausência ocorre dias após Flávio ter se apresentado como representante de um “projeto de Deus” em Sorocaba, SP. O episódio coincide com divulgação de pesquisa Datafolha sobre apoio evangélico, que aponta queda no apoio ao candidato.
De acordo com o levantamento, entre evangélicos, as intenções de voto em Flávio caíram de 49% para 42%, e a rejeição subiu de 28% para 34%. O resultado foi visto como um golpe de curto prazo para a campanha.
Ainda segundo a pesquisa, aliados atribuem a mudança de planos à necessidade de preparação para encontro com o ex-presidente Donald Trump, cuja confirmação oficial ainda não ocorreu. O tema é discutido entre apoiadores do candidato.
Resultados da Datafolha também são recebidos com cautela por figuras religiosas. O deputado Sóstenes Cavalcante atribuiu a queda a agenda externa de Flávio; o pastor Silas Malafaia pediu tempo para se pronunciar, evitando definirem apoio público imediato.
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