- Flávio Bolsonaro começou a usar colete à prova de balas em eventos públicos por receio de atentado semelhante ao vivido pelo pai, Jair Bolsonaro, em 2018.
- A decisão está ligada a áudios vazados que mostraram ele cobrar dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre a trajetória do pai; houve um contrato de R$ 134 milhões, com R$ 61 milhões pagos.
- Em vídeo publicado, ele afirma temer ataques, mas diz que continuará fazendo campanha.
- A reação do PL resultou na troca do comando de comunicação da pré-campanha, com a saída de Marcello Lopes e a entrada de Eduardo Fischer.
- Pesquisas do Datafolha mostram efeito limitado das conversas com Vorcaro no apoio à candidatura: 88% dos eleitores apoiam que ele siga na disputa, 73% ainda confiam nele e 53% aprovam a decisão de buscar financiamento para o filme.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) passou a usar um colete à prova de balas em eventos públicos, alegando receio de atentados semelhantes ao ocorrido com o pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018. A informação veio a público por meio de vídeos divulgados nas redes sociais.
A campanha de Flávio envolve ainda questões controversas sobre financiamento. Áudios vazados para a imprensa apontam que ele teria cobrado dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre a trajetória política do pai. As apurações indicam um contrato de R$ 134 milhões, com R$ 61 milhões pagos.
Em gravação, Flávio afirma ter temor de ataques e destaca que não pode “dar sopa para o azar”. O senador diz que, apesar do receio, seguirá participando de atividades de campanha. Ele também compara o uso do colete com o que vestem trabalhadores em outros setores.
Apesar de o episódio envolvendo Vorcaro ter gerado repercussão, a mais recente pesquisa Datafolha aponta impacto limitado no apoio à candidatura de Flávio à Presidência. Segundo o levantamento, 88% dos eleitores apoiam que ele persista na disputa contra Lula, 73% continuam confiando no senador e 53% aprovam a ideia de financiar o filme.
Impacto na pré-campanha
O caso resultou em reação interna no PL. Flávio manteve reunião com a cúpula do partido para tratar do tema, e houve mudança na comunicação da pré-campanha, com a saída do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão.
Marcello Lopes comunicou que não poderá mais atuar na pré-campanha, alegando priorizar a própria empresa. Ele retornará aos Estados Unidos para acompanhar agenda familiar, conforme nota oficial do entorno do senador.
Eduardo Fischer assume a chefia da equipe de comunicação no lugar de Lopes. O anúncio oficial da participação de Lopes na campanha estava previsto para 1º de junho, mas ele já atuava nos bastidores nas últimas semanas.
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