- David Miliband pediu consenso nacional sobre a possibilidade de o Reino Unido reentrar na União Europeia, em resposta a relatos de que o governo apresentou a ideia de um mercado único de bens com a UE.
- Ele disse que o reset das relações com a UE precisa de uma dosagem muito maior do que a prevista pelo governo, destacando a importância de uma relação institucional profunda.
- Reforçou que o acordo anterior de 2016 não está disponível e que a União Europeia passa por mudanças significativas, com Ucrânia ganhando relevância e possibilidades como adesão ou adesão em estágios.
- Sobre a liderança do Partido Trabalhista, afirmou que o foco deve ser na ação governamental, não em nomes, em meio a transformações globais, tecnologia e a necessidade de investir em jovens entre 16 e 24 anos que não estão em educação ou qualificação.
- Concluiu que o país precisa discutir como promover criação de riqueza, distribuição de benefícios e a maneira de o governo funcionar, enfatizando que as perguntas do “o quê” são centrais.
David Miliband afirma que o Reino Unido precisa de um consenso nacional sobre a possibilidade de reingressar na União Europeia, em resposta às revelações de que o governo britânico discutiu a criação de um mercado único de bens com a UE. O ex-ministro das Relações Exteriores, hoje presidente do International Rescue Committee, pediu um reset das relações com a UE em tom mais firme.
Ele disse à BBC Radio 4 que a segurança e a prosperidade do Reino Unido dependem de uma relação institucional profunda com a Europa. Segundo Miliband, o reset atual não reflete o tamanho da economia britânica, e seria necessária uma orientação mais ampla para qualificar o relacionamento futuro.
A exibição de mudanças na UE também foi mencionada: ele afirmou que o bloco passa por transformações significativas, com a Ucrânia ganhando relevância. Miliband sinalizou que a prioridade europeia hoje pode não ser a adesão britânica, e sim debates sobre associações e níveis diferentes de pertencimento para países vizinhos.
Em relação ao cenário interno, o ex-secretário disse que o Partido Trabalhista precisa de ações do governo mais do que de uma liderança específica. Ele ressaltou a necessidade de acompanhar a transformação tecnológica, a reinvenção do welfare e a reorientação da política pública para jovens entre 16 e 24 anos fora da educação ou formação.
Miliband enfatizou que o país vive um momento de mudanças globais rápidas e de novas dinâmicas econômicas. Segundo ele, a agenda pública deve priorizar perguntas sobre como estimular a criação de riqueza e a distribuição justa, em vez de focar apenas em nomes de liderança.
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