- Irã, Estados Unidos e Paquistão dizem haver progresso nas negociações para encerrar quase três meses de guerra, com foco em um memorando de entendimento.
- A estrutura discutida prevê três etapas: fim formal da guerra, solução da crise no Estreito de Ormuz e uma janela de trinta dias para negociações adicionais, com possível extensão.
- O presidente Donald Trump afirmou que pode tomar uma decisão no domingo sobre retomar ataques ao Irã, conforme relatos de imprensa.
- O Paquistão classifica o progresso como encorajador e vê o acordo como abrangente para encerrar o conflito, com novas negociações após o feriado de Eid.
- O Irã nega busca por arma nuclear, pede fim de sanções e supervisão do estreito; autoridades iranianas destacam direitos legítimos e a necessidade de reduzir as disputas.
O Irã, os Estados Unidos e o Paquistão anunciaram progressos nas negociações para encerrar quase três meses de conflito, segundo fontes oficiais. O foco está na finalização de um memorando de entendimento que possa pavimentar um acordo mais amplo.
A estrutura proposta prevê três etapas: fim formal da guerra, resolução da crise no Estreito de Ormuz e uma janela de 30 dias para tratativas, com possibilidade de prorrogação. As informações são compartilhadas por autoridades paquistanesas envolvidas no mediador.
Progresso e próximos passos
O Irã informou estar concentrado na conclusão do memorando após encontro entre autoridades iranianas, Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, e o chanceler iraniano Abbas Araqchi. O Exército do Paquistão considerou o progresso encorajador.
Fontes ligadas à negociação afirmaram à Reuters que EUA e Irã ainda não garantiram aceitarem o memorando. Caso haja acordo, novas negociações teriam início após o feriado de Eid. O Paquistão atua como mediador entre as partes.
Envolvidos e declarações
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pode decidir no domingo sobre retomar ataques, segundo o Axios, citando entrevista com Trump. Trump também sinalizou que pode manter Washington em planejamento, dependendo do avanço das negociações.
Entre os redactores de políticas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou que o Irã não pode obter arma nuclear e que a abertura do Estreito é essencial, além da supervisão do Urânio. Rubio está em viagem à Índia quando mencionou o assunto.
O Irã nega a busca por armas nucleares e defende direito civil ao enriquecimento de urânio, desejando controle sobre o Estreito e suspensão de sanções associadas a petróleo e bloqueios. Baghaei ressaltou que temas sobre o estreito precisam de mediação.
Cenário regional e posições
Munir deixou Teerã após reuniões com Qalibaf e Araqchi, acompanhando a evolução do diálogo. Qalibaf afirmou que o Irã buscará direitos por vias diplomáticas e militares, advertindo que reinício da guerra enfrentaria consequências mais duras.
O Irã descreveu como prioridade a cessação de ataques e a contenção do conflito no Líbano, onde militantes apoiados pelo Irã enfrentam forças israelenses. Ministro iraniano e autoridades destacaram a necessidade de reduzir disputas por meio de negociações.
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